A respeito da reposição de ferro para a correção da anemia causada por perda menstrual excessiva, assinale a afirmativa correta.
- A)A reposição de ferro por via intravenosa está indicada sempre que a paciente tiver anemia sintomática.
Errada, porque anemia sintomática sozinha não obriga ferro intravenoso; a via IV é reservada para intolerância, má absorção, falha terapêutica ou necessidade de correção mais rápida.
- B)A reposição, por via oral, de doses elevadas de ferro – 2 a 3 comprimidos por dia – não são recomendadas.
Certa, porque doses orais muito elevadas de ferro, como 2 a 3 comprimidos por dia, não são recomendadas devido a menor tolerabilidade e benefício limitado.
- C)A transfusão de concentrados de hemácias neste tipo de anemia está indicada apenas como preparação para cirurgias eletivas.
Errada, porque transfusão de concentrado de hemácias não é indicada apenas para preparo de cirurgias eletivas, mas sim em casos de gravidade, instabilidade ou necessidade urgente.
- D)O uso da carboximaltose férrica por via intravenosa é hoje considerado o padrão-ouro para o tratamento deste tipo de anemia.
Errada, porque a carboximaltose férrica é uma opção útil de ferro intravenoso, mas não é padrão-ouro universal para toda anemia por perda menstrual.
- E)A eritropoietina é uma alternativa de tratamento adjuvante para os casos de resposta insuficiente, isto nos casos em que os níveis séricos de ferritina não se elevarem com o tratamento com ferro oral ou venoso.
Errada, porque eritropoietina não é terapia adjuvante habitual na anemia ferropriva por menorragia; o tratamento deve corrigir a deficiência de ferro e a causa do sangramento.
Gabarito: B
A anemia por perda menstrual excessiva costuma ser uma anemia ferropriva, isto é, causada por falta de ferro para produzir hemoglobina. O tratamento começa, na maioria dos casos, com ferro por via oral, porque é simples, barato e eficaz quando a paciente tolera bem. O problema é que muita gente acha que "quanto mais ferro, melhor", e aí entra a pegadinha: doses muito altas não costumam melhorar a resposta e ainda aumentam efeitos colaterais gastrointestinais, como náusea, dor abdominal e constipação.