Assinale a opção que indica o agente da infecção bacteriana que pode provocar um quadro de ataxia aguda em crianças.
- A)Eubacterium nodatum.
Incorreta: Eubacterium nodatum é uma bactéria da microbiota oral, sem relação clássica com ataxia aguda em crianças.
- B)Tropheryma whipplei.
Incorreta: Tropheryma whipplei causa doença de Whipple, que é mais ligada a sintomas gastrointestinais e sistêmicos do que a ataxia aguda pediátrica.
- C)Legionella pneumophila.
Correta: Legionella pneumophila pode se associar a manifestações neurológicas, incluindo ataxia aguda em crianças.
- D)Propionibacterium freudenreichii.
Incorreta: Propionibacterium freudenreichii não é agente típico de síndrome cerebelar aguda na infância.
- E)Prevotella melaninogenica.
Incorreta: Prevotella melaninogenica é associada a infecções de cavidade oral e vias aéreas, não a ataxia aguda pediátrica.
Gabarito: C
A ataxia aguda na criança costuma fazer o clínico pensar primeiro em uma cerebelite ou em uma síndrome pós-infecciosa. O quadro aparece de forma rápida, com marcha cambaleante, desequilíbrio, dismetria e fala enrolada, dando aquela impressão de que o cerebelo "perdeu o compasso" de repente. Na maior parte das vezes, a causa é viral, mas algumas bactérias também podem entrar nessa história. Entre elas, a Legionella pneumophila merece destaque porque pode se associar a manifestações neurológicas, inclusive ataxia aguda em crianças, especialmente em contextos de infecção sistêmica ou pós-infecciosa. As outras alternativas citam bactérias ligadas a flora oral, doença de Whipple ou infecções oportunistas, mas não são agentes clássicos de ataxia aguda pediátrica. Em prova, a banca gosta de trocar o cenário comum da ataxia pós-viral por um agente bacteriano menos lembrado, e aí a Legionella aparece como a opção correta. Então, a lógica aqui é: criança com ataxia aguda - pense em cerebelo - e, entre os agentes bacterianos cobrados, Legionella pneumophila é a associação mais compatível com o quadro.