Sobre a hidradenite supurativa da região perineal é correto afirmar que
- A)são oriundas das regiões de pele onde há maior concentração de glândulas écrinas.
Errada, porque a hidradenite supurativa não surge por maior concentração de glândulas écrinas, e sim em áreas típicas de folículos e glândulas apócrinas, com inflamação crônica e atrito local.
- B)o uso de anticorpos monoclonais não apresenta melhoria da qualidade de vida nestes pacientes.
Errada, porque os anticorpos monoclonais podem trazer benefício clínico e melhorar a qualidade de vida em casos moderados a graves.
- C)distúrbios metabólicos, como obesidade e síndrome metabólica, são as condições associadas mais comuns.
Certa, pois obesidade e síndrome metabólica são comorbidades muito associadas à hidradenite supurativa, inclusive na região perineal.
- D)a aplicação tópica de clindamicina em loção a 1% apresenta bons resultados nos casos mais graves.
Errada, porque clindamicina tópica pode ajudar em casos leves, mas não costuma ter bons resultados nos quadros mais graves.
- E)o tabagismo apresenta efeito protetor, assim como na retocolite ulcerativa.
Errada, porque o tabagismo é fator de risco e não fator protetor, ao contrário do que a alternativa sugere.
Gabarito: C
A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória crônica, recorrente, que costuma aparecer em áreas de dobras e atrito, como axilas, virilha e região perineal. Na prática, ela dá nódulos dolorosos, abscessos, fístulas e cicatrizes, e pode virar um problema longo e bem chato para o paciente. Não é uma doença por excesso de glândula écrina: o foco clássico envolve unidades pilossebáceas e inflamação local, com forte influência de fatores de risco e comorbidades. Na região perineal, a associação com obesidade, síndrome metabólica, tabagismo e outras condições metabólicas é muito frequente. Por isso, o gabarito está correto ao apontar os distúrbios metabólicos como as condições associadas mais comuns. Em prova, quando a banca fala em hidradenite supurativa, ela adora cobrar exatamente esse pacote: doença de pele em área apócrina, curso crônico, relação com obesidade e cigarro, e impacto importante na qualidade de vida. O tratamento costuma ser escalonado, indo de medidas gerais e antibióticos tópicos/sistêmicos até imunobiológicos nos casos moderados a graves. Anticorpos monoclonais, como o adalimumabe em cenários selecionados, podem sim melhorar sintomas e qualidade de vida. Já clindamicina tópica ajuda mais em quadros leves ou iniciais, não sendo a estrela dos casos graves.