Criança com risco de desenvolver hipertermia maligna, deve-se evitar, na anestesia, o uso de
- A)morfina.
Errada: morfina é um opioide analgésico e nao é gatilho classico de hipertermia maligna.
- B)propofol.
Errada: propofol é anestesico intravenoso e nao é considerado desencadeante típico da síndrome.
- C)halotano.
Certa: halotano é anestesico inalatorio classico associado ao desencadeamento de hipertermia maligna.
- D)dipirona.
Errada: dipirona é analgesico/antitermico e nao tem relação com o desencadeamento da hipertermia maligna.
- E)lidocaína.
Errada: lidocaina é anestesico local e nao é um desencadeante clássico da hipertermia maligna.
Gabarito: C
A hipertermia maligna é uma reação farmacogenética rara, porém grave, que pode aparecer durante anestesia em pessoas predispostas. O quadro costuma ser disparado por anestésicos inalatorios e por bloqueadores neuromusculares despolarizantes, levando a aumento abrupto do metabolismo muscular, rigidez, hipercapnia e elevação da temperatura. É aquele tipo de complicacao que faz a equipe anestesica ficar em alerta total, porque evolui rapido e nao perdoa vacilo. Na pratica, quando existe risco conhecido ou suspeita de hipertermia maligna, deve-se evitar os agentes desencadeantes. Entre eles, o halotano é classico e historicamente muito cobrado em prova. Ele pertence aos anestesicos gerais inalatórios e pode precipitar a crise em individuos suscetiveis, por isso esta errado usa-lo nesse contexto. O raciocinio da questao é bem direto: a alternativa correta é a que aponta o anestesico inalatorio que pode desencadear hipertermia maligna. Morfina, propofol, dipirona e lidocaina nao sao os gatilhos classicos da sindrome. Em termos doutrinarios, a conduta anestesica segura é escolher agentes nao desencadeantes e manter vigilancia rigorosa, com disponibilidade de dantroleno no ambiente cirurgico quando indicado.