Assinale a opção que indica o parâmetro que não deve ser ajustado no modo ventilatório de pressão de suporte (PSV).
- A)A fração inspirada de oxigênio (FiO2 ).
Correta, porque a FiO2 é ajustável no PSV para adequar a oxigenação do paciente.
- B)O percentual de pico de fluxo (ciclagem).
Correta, porque o percentual de pico de fluxo define a ciclagem inspiratória no PSV e pode ser regulado.
- C)A pressão expiratória final (PEEP).
Correta, porque a PEEP também pode ser ajustada no PSV para melhorar oxigenação e recrutamento alveolar.
- D)A frequência respiratória (FR).
Errada, porque a frequência respiratória não é ajustada como parâmetro fixo no PSV, já que o ciclo é desencadeado pelo paciente.
- E)O alarme de apneia.
Correta, porque o alarme de apneia deve ser configurado no PSV para detectar ausência de respiração espontânea.
Gabarito: D
No modo ventilatório de pressão de suporte (PSV), o paciente faz o trabalho de iniciar cada ciclo respiratório, e o ventilador entra como um “ajudante” que entrega uma pressão inspiratória pré-definida. Por isso, você ajusta parâmetros como pressão de suporte, PEEP, FiO2, sensibilidade do disparo e o critério de ciclagem, que costuma ser expresso como percentual do pico de fluxo. Também se ajusta o alarme de apneia, porque o paciente pode deixar de ventilar e o aparelho precisa perceber isso rápido. A sacada da questão é que a frequência respiratória não é um parâmetro programado no PSV, porque não existe uma frequência mandatória fixa nesse modo. Quem dita o ritmo é o paciente. O ventilador acompanha, assistindo cada inspiração espontânea, em vez de impor um número de incursões por minuto. Então, o gabarito é a letra D. É o tipo de detalhe que a banca gosta: o PSV tem cara de modo simples, mas cobra exatamente a diferença entre o que o ventilador ajusta e o que ele apenas acompanha. Em resumo: PSV ajuda a respirar, mas não faz o papel de metrônomo da frequência respiratória.