A síndrome de Foster Kennedy, também conhecida como tipo 1, é caracterizada por perda visual unilateral com
- A)atrofia de disco óptico bilateral.
Errada, porque a síndrome não se caracteriza por atrofia bilateral, e sim por assimetria entre os dois olhos.
- B)atrofia de disco óptico ipsilateral a lesão.
Errada, porque a lesão ipsilateral pode causar atrofia óptica, mas isso sozinho não define a síndrome.
- C)papiledema contralateral a lesão.
Errada, porque o papiledema é tipicamente contralateral à lesão, mas falta a atrofia óptica do outro lado.
- D)papiledema ipsilateral a lesão associada a atrofia de disco óptico contralateral.
Errada, porque inverte os lados: o papiledema tende a ser contralateral, não ipsilateral, à lesão.
- E)atrofia de disco óptico ipsilateral a lesão associada a papiledema contralateral.
Certa, porque descreve o quadro clássico de atrofia óptica no lado da lesão com papiledema no lado oposto.
Gabarito: E
A síndrome de Foster Kennedy é um clássico da Neurologia que costuma aparecer quando há uma lesão expansiva frontal, especialmente em região olfatória ou orbitária, comprimindo o nervo óptico de um lado. O resultado é perda visual unilateral com atrofia óptica no lado da compressão, porque esse nervo já sofreu dano crônico. Do outro lado, a pressão intracraniana aumentada pode provocar papiledema no nervo óptico contralateral, que ainda está “vivo” e reage ao aumento da pressão. Em outras palavras: um olho mostra atrofia por lesão direta e o outro mostra edema de papila por hipertensão intracraniana. É quase um retrato em contraste, cada lado contando uma parte da história. Por isso, o gabarito é a alternativa E: atrofia de disco óptico ipsilateral à lesão associada a papiledema contralateral. Esse é o padrão clássico descrito para a síndrome de Foster Kennedy, também chamada de tipo 1. Em provas, a banca gosta de misturar os lados, então vale memorizar a lógica: compressão direta gera atrofia no mesmo lado; aumento de pressão gera papiledema no lado oposto.