O fator etiológico, atualmente mais aceito na gênese do Pectus Excavatum, está relacionado
- A)à alteração intrínseca do desenvolvimento do esterno.
Errada: o problema principal não é uma alteração intrínseca do esterno, e sim o crescimento anormal das cartilagens costais.
- B)ao crescimento descoordenado e excessivo das cartilagens costais.
Certa: é a explicação etiológica mais aceita, ligada ao crescimento descoordenado e excessivo das cartilagens costais.
- C)à compressão intrauterina.
Errada: compressão intrauterina não é o mecanismo atualmente mais aceito para a gênese do pectus excavatum.
- D)ao desvio do eixo cardíaco.
Errada: o desvio do eixo cardíaco pode ser consequência da deformidade, mas não sua causa.
- E)à presença de banda ligamentar retroesternal congênita.
Errada: banda ligamentar retroesternal congênita não é o fator etiológico clássico aceito para essa deformidade.
Gabarito: B
O pectus excavatum é a deformidade em que o esterno afunda para dentro do tórax, dando aquele aspecto de "peito em funil". Hoje, a explicação mais aceita é que existe crescimento descoordenado e excessivo das cartilagens costais, o que empurra a parede torácica para trás e deforma o esterno. Na prática, não se trata de uma compressão de fora para dentro nem de um problema causado por desvio do coração. O coração até pode parecer deslocado em casos mais importantes, mas isso é consequência da deformidade, não a causa dela. Também não é, de forma clássica, uma alteração intrínseca primária do esterno nem uma banda ligamentar congênita retroesternal. A base do problema está mesmo no crescimento anormal das cartilagens costais, que “brigam” entre si e com o espaço torácico disponível. Por isso, a alternativa B é a correta: ela traduz o fator etiológico atualmente mais aceito na gênese do pectus excavatum. Em prova, a banca costuma cobrar essa noção de fisiopatologia bem direta, sem inventar moda anatômica.