A síndrome convulsiva febril epiléptica crônica (FIRES), caracteriza-se por crises convulsivas
- A)benignas pós-vacinação.
Errada: crises benignas pós-vacinação não definem FIRES e não correspondem ao padrão de estado de mal epiléptico em criança previamente saudável.
- B)após traumatismo crânio-encefálico.
Errada: traumatismo crânio-encefálico é outra causa de crises epilépticas, mas não é a característica definidora da síndrome.
- C)em crianças com encefalopatia crônica da infância.
Errada: encefalopatia crônica da infância já pressupõe doença neurológica prévia, o que contraria a apresentação típica da FIRES.
- D)relacionadas a erros inatos do metabolismo.
Errada: erros inatos do metabolismo podem causar crises e epilepsia, porém não são a descrição clássica da síndrome cobrada aqui.
- E)em crianças previamente saudáveis, na vigência ou após um quadro febril inespecífico, que evoluem para estado de mal epiléptico.
Certa: descreve criança previamente saudável com quadro febril inespecífico que evolui para crises e estado de mal epiléptico, que é o padrão de FIRES.
Gabarito: E
A FIRES, hoje entendida como febrile infection-related epilepsy syndrome, é uma síndrome rara e grave em que a criança, antes saudável, começa com crise(s) convulsiva(s) logo na vigência ou pouco depois de um quadro febril inespecífico. O ponto central é esse: não se trata de uma epilepsia prévia, nem de uma convulsão febril comum e benigna. Aqui o quadro costuma evoluir de forma dramática para estado de mal epiléptico, frequentemente refratário ao tratamento inicial. Na prática, a prova quer que você reconheça o padrão clínico: criança previamente hígida, febre banal recente, e depois crises persistentes, muitas vezes difíceis de controlar. Isso diferencia a FIRES de situações como epilepsia por lesão estrutural, sequelas de traumatismo ou encefalopatias crônicas. O nome pode assustar, mas o raciocínio é direto: febre + criança saudável + evolução para mal epiléptico = alerta máximo. Por isso o gabarito é a letra E. Ela descreve exatamente a apresentação típica da FIRES. As demais alternativas apontam para causas ou contextos diferentes de epilepsia e não traduzem o quadro clássico cobrado pela banca. Em resumo: não é febre simples, nem crise “de passagem”; é um cenário grave, persistente e com risco neurológico importante.