Paciente com 39 anos, assintomática, realiza ultrassonografia ginecológica que evidencia mioma uterino tipo 6 pela classificação da FIGO. Para esse caso, assinale a opção que indica a conduta mais adequada.
- A)Miomectomia laparoscópica.
Miomectomia laparoscópica não é indicada em paciente assintomática, pois cirurgia fica reservada para casos sintomáticos, infertilidade selecionada ou lesões com indicação específica.
- B)Histerectomia total abdominal.
Histerectomia total abdominal é tratamento radical e desnecessário aqui, sendo reservada para casos com sintomas importantes, falha terapêutica ou ausência de desejo reprodutivo em contexto apropriado.
- C)Histerectomia vaginal.
Histerectomia vaginal não é a conduta para um mioma incidental em assintomática, além de depender de critérios anatômicos e clínicos que não estão presentes.
- D)Análogos de GnRH.
Análogos de GnRH podem ser usados para redução temporária do volume ou controle de sintomas, mas não são indicados como tratamento de rotina em mulher sem queixas.
- E)Acompanhamento clínico.
Correta, porque mioma uterino pequeno/moderado e assintomático em paciente estável deve ser apenas observado, com seguimento clínico e sem intervenção imediata.
Gabarito: E
Mioma uterino é um tumor benigno do músculo liso, muito comum em mulheres em idade reprodutiva. A conduta depende basicamente de 3 coisas: sintomas, tamanho/localização e desejo reprodutivo. Se a paciente está assintomática, como no caso, a tendência é não sair operando nem medicando por impulso: faz-se acompanhamento clínico e vigilância. O mioma tipo 6 da classificação FIGO é um mioma subseroso com mais de 50% da lesão no exterior do útero e menor componente intramural. Esse tipo costuma causar menos sangramento uterino e, quando não provoca dor, aumento abdominal ou compressão de órgãos vizinhos, não exige intervenção imediata. Por isso, o gabarito é acompanhamento clínico. Em prova, vale lembrar a lógica prática: tratamento é para sintoma, crescimento importante, infertilidade selecionada ou suspeita de malignidade, e não para achado de imagem isolado em paciente sem queixas. É o clássico caso em que o ultrassom assusta mais a banca do que a paciente.