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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Com relação à síndrome de hiper-hemólise associada à doença falciforme, analise as afirmativas a seguir. I. Corresponde à hemólise pós-transfusional tanto das hemácias transfundidas quanto das hemácias do próprio indivíduo. II. A presença de múltiplos alo-anticorpos anti-eritrocitários está quase sempre presente no plasma das pessoas que desenvolveram a complicação. III. Uma das medidas básicas em pacientes que desenvolveram a complicação é evitar ao máximo novas transfusões no paciente. Está correto o que se afirma em

Gabarito: C

A síndrome de hiper-hemólise associada à doença falciforme é uma complicação grave e meio traiçoeira das transfusões. O ponto central é que, depois da transfusão, o paciente passa a destruir não só as hemácias recebidas, mas também as próprias hemácias. Ou seja, a hemoglobina pode cair até abaixo do valor pré-transfusional, o que já acende o alerta. Na prática, isso a diferencia de uma reação hemolítica transfusional comum. Aqui, a hemólise é mais intensa e o organismo entra em um ciclo ruim: transfundir mais pode piorar o quadro em vez de resolver. Por isso, a afirmativa I está correta. A afirmativa II está errada porque a presença de múltiplos aloanticorpos anti-eritrocitários não está quase sempre presente. Eles podem aparecer, mas muitas vezes os testes são negativos ou não explicam completamente o quadro. Então não dá para tratar isso como regra fixa. A afirmativa III está correta: uma medida básica é evitar ao máximo novas transfusões, salvo situações de extrema necessidade. O manejo costuma envolver suporte clínico e, em muitos casos, imunomodulação, mas o raciocínio principal é não alimentar a hemólise com mais sangue. Por isso, o gabarito é C, apenas I e III.

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