Segundo recomendações da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a etapa terapêutica do controle da asma na qual está indicado o uso de imunobiológico como opção terapêutica é a:
- A)I.
Errada, porque a etapa I corresponde à asma inicial/muito leve, em que não há indicação de imunobiológico.
- B)II.
Errada, pois a etapa II ainda é de asma leve, tratada com esquemas simples e sem espaço para biológicos.
- C)IV.
Errada, porque a etapa IV já é de asma mais intensa, mas o imunobiológico costuma ser reservado para a etapa seguinte, após falha do controle otimizado.
- D)V.
Certa, pois a SBPT indica os imunobiológicos como opção na etapa V, voltada à asma grave não controlada.
- E)III.
Errada, porque a etapa III ainda faz parte do controle intermediário, sem ser a fase típica de indicação de imunobiológico.
Gabarito: D
Na asma, o tratamento é escalonado: você começa com medidas e medicações mais simples e vai subindo conforme o controle dos sintomas e o risco de exacerbações. A ideia é parecida com subir uma escada sem pular degraus: só avança quando o degrau anterior não basta. Pelas recomendações da SBPT, os imunobiológicos entram na asma grave, após o paciente já ter passado por tratamento otimizado com corticoide inalatório em dose adequada, associação com broncodilatadores de longa ação e avaliação de adesão, técnica inalatória e fatores de piora. Ou seja, não é remédio de primeira linha nem de asma leve. Por isso, a etapa em que se considera imunobiológico como opção terapêutica é a etapa V, que corresponde à asma grave não controlada ou de difícil controle. Nessa fase, o médico também costuma revisar fenótipo e biomarcadores, porque esses fármacos funcionam melhor em perfis específicos, como asma alérgica ou eosinofílica. Então, o gabarito D está correto porque a imunobiologia é reservada para a etapa mais avançada do controle, quando o tratamento convencional já foi insuficiente. É o tipo de caso em que a asma deixa de ser só "ajustar bombinha" e passa a exigir terapia de precisão.