A Dermatoscopia permite a identificação da tinea capitis causada pelo Micosporum canis, devido aos achados nos pelos descritos como em
- A)“vírgula” e “código de barras”.
Errada: vírgula é achado clássico de tinea capitis, mas o par com código de barras não é a combinação típica do Microsporum canis.
- B)“código de barras” e “zigue-zague”.
Certa: Microsporum canis pode mostrar fios em código de barras e em zigue-zague na dermatoscopia.
- C)“saca-rolha” e “vírgula”.
Errada: saca-rolha e vírgula lembram mais infecção por outros dermatófitos, não o padrão cobrado para Microsporum canis.
- D)“vírgula” e “zigue-zague”.
Errada: vírgula pode aparecer, mas zigue-zague sozinho não fecha a combinação característica esperada aqui.
- E)“código de barras” e “vírgula”.
Errada: código de barras aparece, mas o complemento com vírgula não é o padrão mais atribuído ao Microsporum canis.
Gabarito: B
A dermatoscopia virou uma grande aliada na tinea capitis porque ela ajuda a ver o fio de cabelo “doente” sem precisar adivinhar. Em vez de olhar só a descamação ou a falha de cabelo, você passa a reconhecer padrões bem característicos nos pelos infectados, quase como se o cabelo falasse: “tem fungo aqui”. Na tinea capitis, alguns sinais clássicos são os fios em vírgula, em saca-rolha, em zigue-zague e os chamados fios em código de barras, que correspondem ao padrão tipo Morse code. Esses achados variam conforme o fungo causador, e isso é o ponto que a banca gosta de cobrar. Quando o agente é o Microsporum canis, o padrão dermatoscópico mais lembrado é o de fios em código de barras e em zigue-zague. Ou seja, não é uma questão de chute aleatório: a combinação desses achados aponta para esse dermatófito com boa segurança na prática clínica. Por isso o gabarito B está correto. Já os padrões em vírgula e saca-rolha são mais associados a outros agentes, especialmente alguns Trichophyton, então misturar esses sinais costuma ser a armadilha da questão.