A forma extrapulmonar de tuberculose mais frequente em pacientes HIV+ é a
- A)pleural.
Pleural pode ocorrer na tuberculose extrapulmonar, mas não é a forma mais frequente em pacientes HIV+.
- B)ganglionar.
Correta: o acometimento ganglionar é a forma extrapulmonar mais comum da tuberculose em pacientes com HIV.
- C)ocular.
Ocular é uma forma possível, porém rara, e não é a apresentação extrapulmonar mais frequente.
- D)renal.
Renal pode ser acometimento extrapulmonar, mas é bem menos comum do que o comprometimento ganglionar.
- E)hepática.
Hepática pode aparecer em disseminação da doença, mas não é a forma extrapulmonar mais frequente no HIV.
Gabarito: B
Na tuberculose em pacientes com HIV, a chance de formas extrapulmonares aumenta bastante, porque a imunidade celular fica comprometida e o bacilo consegue “escapar” com mais facilidade do pulmão. Nessa situação, a doença tende a aparecer em linfonodos, pleura, sistema nervoso central e outros sítios fora do pulmão, muitas vezes com quadro menos típico e diagnóstico mais demorado. Isso é uma pegadinha clássica de prova: o HIV não muda só a frequência, ele também embaralha o formato da apresentação clínica. Entre as formas extrapulmonares, a mais frequente em pacientes HIV+ é a ganglionar, isto é, o acometimento dos linfonodos. É o famoso linfonodo que vira protagonista quando a imunidade cai. Por isso, diante de HIV e suspeita de tuberculose, linfadenopatia com febre, perda de peso e sudorese noturna deve acender o alerta. As demais alternativas são menos típicas como forma extrapulmonar mais comum. Pleural pode ocorrer, mas não lidera esse ranking no HIV. Ocular, renal e hepática são possibilidades, porém bem menos frequentes como apresentação extrapulmonar predominante. A banca quer que você saiba o padrão epidemiológico, não apenas que “qualquer órgão pode ser afetado”.