Na cirurgia videolaparoscópica, a presença de extrasístoles ventriculares é mais frequente devido
- A)ao pneumotórax.
Errada, porque pneumotórax pode causar instabilidade respiratória e cardiovascular, mas não é a causa mais frequente de extrasístoles ventriculares na videolaparoscopia.
- B)à hipóxia.
Errada, pois a hipóxia pode desencadear arritmias, mas não é o mecanismo típico e mais cobrado nesse cenário.
- C)à embolia gasosa.
Errada, já que embolia gasosa é uma complicação grave, porém menos comum e não explica a frequência usual de extrasístoles ventriculares.
- D)à hipercapnia.
Certa, porque a absorção de CO2 no pneumoperitônio leva à hipercapnia, que aumenta a excitabilidade cardíaca e favorece extrasístoles ventriculares.
- E)à hiperhidratação.
Errada, pois hiperhidratação pode sobrecarregar a circulação, mas não é a principal causa de extrasístoles nesse contexto cirúrgico.
Gabarito: D
Na videolaparoscopia, o abdome é insuflado com gás carbônico para criar espaço de trabalho, o que pode mexer bastante com a ventilação e a hemodinâmica do paciente. Esse aumento da pressão intra-abdominal e a absorção de CO2 tendem a elevar a PaCO2, e o organismo responde com estímulo simpático, podendo aparecer arritmias, inclusive extrasístoles ventriculares. Em prova, pense: mais CO2 circulando, mais chance de irritar o coração elétrico e bagunçar o ritmo. A hipercapnia é a causa clássica aqui porque o CO2 é rapidamente absorvido pelo peritônio e, se a ventilação não acompanhar, ocorre retenção de CO2. Isso leva a acidose respiratória, ativação adrenérgica e maior excitabilidade miocárdica, favorecendo extrasístoles ventriculares. As outras alternativas até lembram complicações da laparoscopia, mas não explicam tão bem esse achado. Pneumotórax, embolia gasosa, hipóxia e hiperhidratação podem causar instabilidade e arritmias em contextos específicos, porém o mecanismo mais frequente cobrado é mesmo a hipercapnia por absorção de CO2. Na prática e na prova, a banca costuma cobrar esse raciocínio fisiológico direto.