Acerca dos tumores malignos nasossinusais, é correto afirmar que
- A)representam 30% dos tumores malignos de cabeça e pescoço.
Errada: tumores malignos nasossinusais não representam 30% dos cânceres de cabeça e pescoço, pois são bem menos frequentes.
- B)têm relação clara com o tabagismo e com a ocupação de trabalhadores que lidam com amianto.
Errada: a associação clássica é com poeira de madeira, couro, níquel e cromo, não com tabagismo nem com amianto de forma clara.
- C)o carcinoma adenoide cístico é o mais comum.
Errada: o carcinoma adenoide cístico não é o mais comum entre os tumores malignos nasossinusais, e sim um dos subtipos possíveis.
- D)em cerca de 10% dos casos há metástases linfonodais regionais, geralmente nos níveis I, II e retrofaríngeos.
Certa: em cerca de 10% dos casos há metástases linfonodais regionais, com acometimento de níveis I, II e linfonodos retrofaríngeos.
- E)mais frequente em mulheres, na quarta década de vida.
Errada: não há predomínio típico em mulheres na quarta década; o perfil epidemiológico varia conforme o subtipo histológico e a exposição associada.
Gabarito: D
Os tumores malignos nasossinusais são raros, mas chamam atenção porque costumam ser diagnosticados tarde e podem simular rinossinusite comum no começo. Os sintomas mais típicos são obstrução nasal unilateral, epistaxe, dor facial, rinorreia e, em alguns casos, alteração ocular ou dental quando a lesão já é mais extensa. Um ponto importante é que esses tumores não têm uma associação tão forte com tabagismo quanto outros cânceres de cabeça e pescoço, e a relação ocupacional mais clássica envolve exposição a poeiras de madeira, couro, níquel e cromo, entre outros agentes irritantes. Também não existe uma predominância única e padronizada para todos os subtipos histológicos, porque a variedade de tumores nessa região é grande. O gabarito está na letra D porque, embora a disseminação linfonodal não seja a forma mais comum de apresentação, ela ocorre em cerca de 10% dos casos. Quando acontece, os linfonodos mais frequentemente envolvidos são os cervicais superiores, especialmente os níveis I e II, além dos retrofaríngeos. Isso é um detalhe clássico cobrado em prova: metástase linfonodal existe, mas não é a regra. Na prática de prova, pense assim: tumor nasossinusal adora dar sintoma local e invadir estruturas vizinhas, mas costuma poupar linfonodo no início. Por isso, a alternativa D descreve o padrão mais aceito para a disseminação regional desses tumores.