As retoceles apresentam defeito na fáscia
- A)retrosacral.
Errada: a região retrosacral não corresponde ao septo de suporte relacionado à retocele.
- B)pré-sacral.
Errada: pré-sacral é uma topografia anatômica posterior, sem relação com o defeito típico da retocele.
- C)de Toldt.
Errada: a fáscia de Toldt se relaciona com a fixação colônica, não com o suporte retovaginal.
- D)de Denovilliers.
Certa: a fáscia de Denonvilliers está ligada ao septo retovaginal, cuja falha pode causar retocele.
- E)de Waldeyer.
Errada: a fáscia de Waldeyer é associada a planos anatômicos do reto, mas não é a resposta clássica para retocele.
Gabarito: D
A retocele é uma protrusão da parede anterior do reto em direção à vagina, geralmente por enfraquecimento do septo retovaginal. Em provas, isso costuma aparecer como um detalhe anatômico: o nome clássico da fáscia relacionada a essa barreira é a fáscia de Denonvilliers. Quando ela falha, o suporte entre reto e vagina fica fragilizado, e a alça do reto faz aquela “saliência inconveniente”. Pense assim: a parede que separa reto e estruturas anteriores não é só um detalhe decorativo da anatomia, ela ajuda a sustentar o compartimento pélvico. Na mulher, a lesão do septo retovaginal pode favorecer retocele, com sintomas como sensação de peso pélvico, evacuação difícil e necessidade de manobras vaginais para esvaziamento intestinal. Por isso, o gabarito é a letra D, porque a fáscia de Denonvilliers é a estrutura classica associada ao defeito que leva à retocele. As demais opções remetem a outras regiões anatômicas e não ao suporte retovaginal. Em prova de Clínica/Cirurgia, a banca adora trocar nomes parecidos para ver se voce está atento ao “onde fica” e não só ao “como soa”.