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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Mulher de 58 anos, hipertensa e portadora de sobrepeso é admitida na emergência com dor torácica opressiva de início há cerca de uma hora após estresse emocional, sendo iniciado protocolo de dor torácica. Seu médico assistente pretende estratificá-la de forma não invasiva com angiotomografia de artérias coronárias. Uma condição que torna essa abordagem inadequada é:

Gabarito: E

A angiotomografia de artérias coronárias é um exame útil para estratificar dor torácica em pacientes selecionados, principalmente quando a probabilidade de doença coronariana aguda é baixa ou intermediária e o objetivo é excluir obstrução com boa segurança. Ela funciona bem quando o cenário clínico é mais estável, porque ajuda a olhar a anatomia das coronárias sem precisar ir direto para um exame invasivo. O problema é que, quando o quadro sugere síndrome coronariana aguda de alto risco, o tempo não é amigo da estratégia anatômica não invasiva. Nessa situação, o paciente precisa de abordagem mais rápida e resolutiva, muitas vezes com estratégia invasiva, porque a chance de evento importante é maior e a conduta não deve ficar “esperando a foto bonita” das coronárias. Por isso, a angiotomografia não é adequada em angina instável de alto risco. Esse cenário já aponta para necessidade de avaliação urgente e, em geral, coronariografia invasiva, não um exame de triagem. A ideia é simples: exame não invasivo para quem está mais estável; via invasiva para quem está mais grave. Então, o gabarito está correto porque a presença de angina instável de alto risco afasta o uso da angiotomografia como estratégia de estratificação inicial. Em provas, a banca costuma cobrar exatamente essa lógica de escolha do exame conforme risco clínico.

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