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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Escolar de 12 anos foi encontrada inconsciente em seu quarto após uma tentativa de suicídio. Ela tem um histórico de depressão e problemas emocionais. Ao examiná-la, o socorrista nota que ela está dispneica, com pulso fraco e cianose central. Diante desse quadro, o socorrista suspeita de uma possível intoxicação medicamentosa. A abordagem inicial recomendada ao trauma em escolar na tentativa de suicídio, de acordo com as diretrizes internacionais de suporte avançado de vida pediátrica, é

Gabarito: C

Em tentativa de suicídio com criança ou adolescente inconsciente, a primeira regra é simples e não muda por drama, filme ou pressa: pense em suporte básico e avançado de vida, começando por via aérea, respiração e circulação. Se a paciente está dispneica, com pulso fraco e cianose central, o problema imediato é ventilação/oxigenação, não o antídoto da moda nem a causa exata da intoxicação. Pelas diretrizes internacionais de suporte avançado de vida pediátrica (PALS), a abordagem inicial é abrir e proteger a via aérea, oferecer ventilação com bolsa-válvula-máscara se necessário e administrar oxigênio suplementar para corrigir hipoxemia. Em criança intoxicada, primeiro você mantém a vida; depois vem o restante da investigação toxicológica. Isso importa porque, na prática, muitos quadros de overdose causam rebaixamento do nível de consciência e depressão respiratória. Se a oxigenação está ruim, a prioridade é ventilar adequadamente, porque o cérebro não espera e o coração também não gosta de hipóxia. Se houver falha ventilatória, você corrige isso antes de qualquer tratamento específico. Por isso, o gabarito é a letra C: iniciar ventilação com máscara facial e fornecer oxigênio suplementar, se necessário. Naloxona só entra se houver forte suspeita de opioide e, mesmo assim, não substitui a reanimação inicial; epinefrina IM é para anafilaxia, e manobra de Heimlich não é rotina nesse cenário.

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