O prurigo pigmentosa é uma entidade bastante incomum, mas que vem sendo cada vez mais descrita por sua associação com
- A)uso de anabolizantes.
Errada, porque uso de anabolizantes não é a associação clássica do prurigo pigmentosa.
- B)dietas cetogênicas.
Certa, pois o prurigo pigmentosa tem associação bem descrita com dietas cetogênicas e estados de cetose.
- C)gabapentina e pré-gabalina.
Errada, gabapentina e pregabalina não são gatilhos típicos dessa dermatos e não compõem a associação cobrada.
- D)inibidores do fator de crescimento epidérmico.
Errada, inibidores do fator de crescimento epidérmico se relacionam a outras erupções cutâneas, não ao prurigo pigmentosa.
- E)ingesta de shitake.
Errada, ingestão de shitake causa a dermatite flagelada por shiitake, que é outra entidade dermatológica.
Gabarito: B
O prurigo pigmentosa é uma dermatose inflamatória incomum, que costuma aparecer como lesões avermelhadas e pruriginosas, especialmente no tronco, e depois deixa uma hiperpigmentação bem característica. O detalhe que a banca gosta de cobrar é a associação com mudanças metabólicas, sobretudo com dietas cetogênicas, jejum prolongado e estados de cetose. Ou seja: a pele às vezes entrega o que o prato está fazendo lá dentro. Na prática, o quadro pode confundir porque começa com um aspecto inflamatório e coça bastante, mas evolui para manchas mais escuras, o que ajuda a lembrar o nome "pigmentosa". Entre os gatilhos descritos, a dieta cetogênica ganhou destaque por relatos cada vez mais frequentes, e isso é exatamente o que sustenta o gabarito. Então, se a questão fala de uma entidade rara, mas cada vez mais descrita, pense na moda das dietas low carb mais radicais: a cetose entra como pista clássica. Não é um tema de regulamentação ou jurisprudência, claro, mas sim de dermatologia clínica e associação epidemiológica reconhecida em relatos e séries de casos.