O carcinoma in situ de colo de útero é uma
- A)displasia.
Errada, porque displasia é uma alteração pré-neoplásica e menos avançada do que o carcinoma in situ.
- B)hiperplasia.
Errada, porque hiperplasia é apenas aumento do número de células, sem as atipias malignas típicas do carcinoma in situ.
- C)neoplasia.
Certa, porque o carcinoma in situ é uma neoplasia maligna restrita ao epitélio, sem invasão da membrana basal.
- D)aplasia.
Errada, porque aplasia significa ausência de desenvolvimento de um órgão ou tecido, o que não tem relação com essa lesão.
- E)paraplasia.
Errada, porque paraplasia não é a classificação patológica adequada para carcinoma in situ e não descreve essa lesão.
Gabarito: C
O carcinoma in situ do colo do útero é uma lesão neoplásica epitelial, ainda restrita ao epitélio de revestimento, sem invasão da membrana basal. Em outras palavras: as células já perderam o comportamento normal, mas ainda não “quebraram a cerca” para invadir tecidos vizinhos. É por isso que ele é considerado um câncer em fase muito inicial, ou uma neoplasia intraepitelial de alto grau. Na linguagem da patologia, neoplasia é um crescimento desordenado e autônomo de células. No carcinoma in situ, esse crescimento já tem aspecto maligno, com atipias importantes, mitoses anormais e desorganização arquitetural, porém sem invasão. Se houver invasão da membrana basal, aí deixa de ser in situ e passa a carcinoma invasivo. A prova costuma misturar isso com termos de alterações celulares menos graves. Displasia pode até aparecer como lesão pré-neoplásica, mas carcinoma in situ já é algo mais avançado do que uma simples displasia. Hiperplasia é aumento do número de células, mas ainda com organização e maturação mais preservadas. Aplasia é ausência de desenvolvimento, e paraplasia não é o termo clássico usado aqui. Por isso, o gabarito é C: carcinoma in situ de colo de útero é uma neoplasia. Em patologia ginecológica, essa lesão também se relaciona ao espectro de neoplasia intraepitelial cervical de alto grau, reforçando que não se trata de mero aumento celular, e sim de proliferação neoplásica pré-invasiva.