Sobre a imunoterapia, assinale a afirmativa correta.
- A)A via de PD1/PD-L1 representa um checkpoint imunológico, portanto regula a resposta do sistema imune.
Correta: a via PD-1/PD-L1 é um checkpoint imunológico que freia a resposta dos linfócitos T contra o tumor.
- B)Os exemplos de terapias anti-PD-1/PD-L1 incluem: cetuximabe, panitumumabe e bevacizumabe.
Errada: cetuximabe, panitumumabe e bevacizumabe não são anti-PD-1/PD-L1, e sim anticorpos dirigidos a EGFR ou VEGF.
- C)A pesquisa da expressão de PD-L1 pode ser realizada rotineiramente por sequenciamento genético.
Errada: a expressão de PD-L1 é avaliada principalmente por imuno-histoquímica, não rotineiramente por sequenciamento genético.
- D)A imunoterapia, no caso de carcinoma escamoso de orofaringe recidivado, deve ser utilizada sempre de forma isolada, nunca associada à quimioterapia.
Errada: a imunoterapia pode, em alguns cenários, ser usada associada à quimioterapia; o enunciado exagera ao dizer que deve ser sempre isolada.
- E)A combinação de inibidores de PD1/PD-L1 à radioterapia é uma alternativa estabelecida em pacientes inelegíveis à cisplatina.
Errada: a combinação com radioterapia não é uma regra estabelecida de forma ampla como alternativa padrão para todos os inelegíveis à cisplatina.
Gabarito: A
A imunoterapia oncológica, especialmente os inibidores de checkpoint, virou uma das grandes estrelas do tratamento do câncer porque ela não ataca diretamente a célula tumoral como a quimioterapia clássica; ela ajuda o sistema imune a enxergar melhor o tumor. Um dos principais “freios” da resposta imune é a via PD-1/PD-L1. Quando o PD-1, presente em linfócitos T, se liga ao PD-L1, expresso em células tumorais ou no microambiente tumoral, a resposta imune é reduzida. Em outras palavras: o tumor aperta o botão de pausa do sistema imune. Por isso a alternativa correta é a A: a via PD-1/PD-L1 realmente representa um checkpoint imunológico e regula a resposta imune. Os fármacos anti-PD-1 e anti-PD-L1 bloqueiam essa interação e “destravem” a atividade dos linfócitos contra o tumor. Isso é o fundamento doutrinário da imunoterapia moderna em oncologia. As demais alternativas tentam confundir você com nomes de anticorpos monoclonais que não são anti-PD-1/PD-L1, com métodos de avaliação que não são rotineiramente feitos por sequenciamento, e com afirmações absolutas sobre uso isolado ou combinações terapêuticas. Em prova, desconfie de palavras como “sempre”, “nunca” e de troca de mecanismo de ação: banca adora esse tipo de armadilha.