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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

O médico avaliou um escolar de 10 anos de idade, vítima de projetil de arma de fogo na região craniana, indicando a possível morte cerebral do paciente. Após a comunicação com a Comissão Intra-Hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplante, em relação ao Código de Ética Médica, o médico

Gabarito: D

Na doação de órgãos, existe uma regra de ouro: quem pode se beneficiar do transplante não deve ser quem decide o diagnóstico de morte encefálica. Isso evita conflito de interesses e protege a confiança da família e da sociedade no processo. No Código de Ética Médica, o médico não pode participar do diagnóstico de morte encefálica quando fizer parte da equipe de transplante, justamente para manter a imparcialidade. Em outras palavras, primeiro se confirma a morte encefálica por equipe independente, seguindo critérios clínicos e complementares previstos em norma do CFM e na legislação de transplantes. Só depois entram as etapas relacionadas à captação e ao transplante. É o famoso: separa quem declara de quem transplanta. Por isso, o gabarito é a letra D. Se o médico pertence à equipe de transplante, ele fica impedido de participar do diagnóstico de morte cerebral do possível doador. A ideia é simples e muito cobrada em prova: conflito de interesse em medicina ética é problema, não atalho. Como referência, isso se harmoniza com o Código de Ética Médica e com a disciplina legal da doação de órgãos no Brasil, que exigem independência na determinação da morte encefálica.

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