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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

A terapia antiplaquetária é um componente fundamental do arsenal terapêutico das síndromes coronarianas agudas. Entretanto, cada droga apresenta particularidades importantes que devem ser consideradas no momento da escolha da droga. Em relação aos inibidores P2Y12 orais, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: B

Os inibidores P2Y12 orais mais cobrados são clopidogrel, prasugrel e ticagrelor. Eles fazem parte da dupla antiagregação nas síndromes coronarianas agudas, geralmente junto com aspirina. O ponto importante é que cada um tem suas restrições: o prasugrel é mais “forte”, mas cobra um preço em risco de sangramento em perfis específicos; o ticagrelor é reversível, tem início rápido e pode causar dispneia e bradicardia; e o clopidogrel costuma ser a escolha mais segura quando o risco de sangramento é um grande problema. Na questão, a letra B está correta porque, em pacientes com fibrilação atrial que precisarão de terapia antitrombótica tripla, o esquema preferido para a segunda droga antiplaquetária, além da aspirina, em geral é o clopidogrel, e não ticagrelor ou prasugrel. Isso porque ticagrelor e prasugrel aumentam mais o risco de sangramento e não são a opção padrão nesse cenário. As diretrizes cardiológicas atuais, inclusive em estratégias de dupla/tripla terapia, privilegiam o clopidogrel quando há anticoagulante oral associado. As outras alternativas tentam misturar efeitos adversos clássicos de uma droga com outra. O histórico de AVC, a idade avançada e o baixo peso apontam contra o prasugrel, não contra o ticagrelor. Já a aspirina em dose alta atrapalha o uso do ticagrelor, então essa também é uma armadilha clássica de prova. Resumo de prova: se aparecer fibrilação atrial com anticoagulante, pense primeiro em clopidogrel; se aparecer AVC prévio, idade muito alta ou baixo peso, desconfie de prasugrel; e se falar em dispneia, a cara é do ticagrelor, não do prasugrel.

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