Durante o segundo período do trabalho de parto é recomendado
- A)manter a paciente em posição supina.
Errada, porque a posição supina não é a recomendada de rotina no segundo período, já que pode piorar conforto e não favorece a fisiologia do parto.
- B)estimular e orientar os puxos maternos.
Errada, porque os puxos devem ser orientados conforme a necessidade e a vontade materna, evitando condução excessiva e exaustiva de rotina.
- C)evitar a posição de quatro apoios.
Errada, porque a posição de quatro apoios pode ser uma opção válida e confortável, especialmente se a paciente a preferir.
- D)fazer expressão do fundo do útero.
Errada, porque a expressão do fundo uterino não é recomendada de rotina, por aumentar riscos e não trazer benefício consistente.
- E)encorajar a posição de escolha da paciente.
Certa, porque no segundo período deve-se respeitar e estimular a posição escolhida pela paciente, desde que clinicamente segura.
Gabarito: E
No segundo período do trabalho de parto, o foco não é transformar a parturiente em uma estátua na cama, mas favorecer conforto, mobilidade e uma evolução mais fisiológica do parto. Nessa fase, a mulher pode mudar de posição, buscar alívio da dor e escolher a postura em que consegue fazer força melhor e com mais segurança. Por isso, a conduta recomendada é encorajar a posição de escolha da paciente, desde que não haja contraindicação materna ou fetal. Isso inclui posições como sentada, semissentada, lateral, ajoelhada, em cócoras ou de quatro apoios, conforme a preferência e a tolerância da parturiente. Em geral, as diretrizes obstétricas valorizam liberdade de posição no segundo período, porque isso pode melhorar o conforto, a sensação de controle e, em alguns casos, a progressão do parto. Já condutas como pressão no fundo do útero ou manter a mulher supina costumam ser desencorajadas, pois trazem mais risco e menos benefício. Então, o gabarito está correto porque a boa prática obstétrica moderna prioriza a autonomia da paciente e a escolha da posição durante a expulsão fetal, e não a imposição de uma postura única. É aquela velha lição do parto humanizado: quem pare é a mulher, não a banca.