Mulher de 68 anos, sem história de uso crônico de glicocorticoides, apresenta à densitometria óssea o T-Score de –2,8 DP, no fêmur proximal, e -2,6 DP, em coluna lombar. À anamnese possui baixa ingesta de alimentos com cálcio. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Osteoporose, publicado pelo Ministério da Saúde, em 2014, essa paciente
- A)apresenta osteopenia, mas tem indicação de tratamento medicamentoso para osteoporose com bifosfonatos, cálcio e vitamina D, devido à idade acima de 65 anos.
Errada: os T-scores são compatíveis com osteoporose, não osteopenia, embora a idade acima de 65 anos possa aumentar o risco e a indicação de tratamento.
- B)apresenta osteopenia e tem indicação somente de reposição de cálcio, vitamina D e medidas não farmacológicas para prevenção de osteoporose, como orientação dietética e exercícios físicos.
Errada: o quadro não é de osteopenia, e suplementação isolada não basta quando a densitometria já fecha osteoporose.
- C)apresenta osteoporose e tem indicação de tratamento medicamentoso para osteoporose com bifosfonatos, cálcio e vitamina D, além das medidas não farmacológicas.
Certa: T-score menor ou igual a -2,5 confirma osteoporose e indica bifosfonato, cálcio, vitamina D e medidas não farmacológicas.
- D)apresenta osteoporose e tem indicação de reposição de cálcio e vitamina D, sendo excluída a indicação de bifosfonatos em virtude da idade acima de 65 anos.
Errada: a idade acima de 65 anos não exclui bifosfonatos; ao contrário, a osteoporose densitométrica mantém a indicação de tratamento medicamentoso.
- E)apresenta densidade mineral óssea normal para a idade, sendo indicadas medidas de prevenção primária como exercício físico e medidas dietéticas.
Errada: a densitometria não é normal para a idade, pois os T-scores estão abaixo de -2,5 e indicam osteoporose.
Gabarito: C
Aqui o ponto central é simples: T-score menor ou igual a -2,5 desvia da categoria de osteopenia e fecha diagnóstico de osteoporose pela densitometria. Nesta paciente, o fêmur proximal com -2,8 e a coluna lombar com -2,6 já bastam para caracterizar osteoporose, mesmo sem história de uso crônico de glicocorticoides. Pelo PCDT da Osteoporose do Ministério da Saúde, publicado em 2014, mulheres com osteoporose densitométrica têm indicação de tratamento medicamentoso, e os bifosfonatos são a opção clássica de primeira linha, associados à correção de cálcio e vitamina D quando há ingestão inadequada. Ou seja, não é só dar suplemento e torcer para dar certo: aqui há doença instalada e risco de fratura aumentado. A baixa ingesta de cálcio reforça a necessidade de orientar dieta e suplementação, além de medidas não farmacológicas como exercício físico, prevenção de quedas e cessação do tabagismo, quando aplicável. Mas isso não substitui o tratamento medicamentoso quando o T-score já está em faixa osteoporótica. Então o gabarito é a alternativa C: ela apresenta osteoporose e deve receber bifosfonato, cálcio, vitamina D e medidas não farmacológicas. A idade acima de 65 anos, sozinha, não exclui bifosfonato nem define apenas osteopenia; quem manda aqui é o T-score.