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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Mulher de 68 anos, sem história de uso crônico de glicocorticoides, apresenta à densitometria óssea o T-Score de –2,8 DP, no fêmur proximal, e -2,6 DP, em coluna lombar. À anamnese possui baixa ingesta de alimentos com cálcio. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Osteoporose, publicado pelo Ministério da Saúde, em 2014, essa paciente

Gabarito: C

Aqui o ponto central é simples: T-score menor ou igual a -2,5 desvia da categoria de osteopenia e fecha diagnóstico de osteoporose pela densitometria. Nesta paciente, o fêmur proximal com -2,8 e a coluna lombar com -2,6 já bastam para caracterizar osteoporose, mesmo sem história de uso crônico de glicocorticoides. Pelo PCDT da Osteoporose do Ministério da Saúde, publicado em 2014, mulheres com osteoporose densitométrica têm indicação de tratamento medicamentoso, e os bifosfonatos são a opção clássica de primeira linha, associados à correção de cálcio e vitamina D quando há ingestão inadequada. Ou seja, não é só dar suplemento e torcer para dar certo: aqui há doença instalada e risco de fratura aumentado. A baixa ingesta de cálcio reforça a necessidade de orientar dieta e suplementação, além de medidas não farmacológicas como exercício físico, prevenção de quedas e cessação do tabagismo, quando aplicável. Mas isso não substitui o tratamento medicamentoso quando o T-score já está em faixa osteoporótica. Então o gabarito é a alternativa C: ela apresenta osteoporose e deve receber bifosfonato, cálcio, vitamina D e medidas não farmacológicas. A idade acima de 65 anos, sozinha, não exclui bifosfonato nem define apenas osteopenia; quem manda aqui é o T-score.

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