Ao pesquisarmos o reflexo córneo-palpebral, estamos testando a aferência e a eferência dos nervos cranianos
- A)V e VII.
Correta: o trigêmeo (V1) faz a aferência e o facial (VII) faz a eferência do reflexo córneo-palpebral.
- B)II e VII.
Errada: o nervo óptico (II) participa da visão, não da via do reflexo córneo-palpebral.
- C)III e VII.
Errada: o nervo oculomotor (III) não é o responsável por esse reflexo; ele atua principalmente na motricidade ocular e pupila.
- D)V e III.
Errada: o trigêmeo até entra na aferência, mas o nervo oculomotor (III) não faz a eferência do piscar corneano.
- E)V e VI.
Errada: o trigêmeo (V) participa, mas o nervo abducente (VI) não é a via motora do fechamento palpebral.
Gabarito: A
O reflexo córneo-palpebral, também chamado de reflexo corneano, é aquele piscar automático quando a córnea é tocada de leve. Ele serve para avaliar se a via sensitiva e a via motora do reflexo estão funcionando. Na prática, você toca a córnea e observa se os olhos piscam, como um pequeno “susto” biológico bem educado. A aferência, isto é, a entrada do estímulo, é feita pelo nervo trigêmeo, especialmente o ramo oftálmico (V1), que leva a informação da córnea até o tronco encefálico. A eferência, ou resposta, é feita pelo nervo facial (VII), que contrai o músculo orbicular dos olhos e fecha as pálpebras. Por isso, o gabarito A está correto: o reflexo córneo-palpebral testa V e VII. Se a córnea é estimulada e não ocorre o piscar, pode haver lesão na via aferente do trigêmeo, na via eferente do facial, ou em ambos. É um achado clássico do exame neurológico de nervos cranianos. Em prova, pense assim: V sente, VII fecha. Essa lógica simples costuma matar a questão sem drama.