A Síndrome do Furto da Artéria Subclávia, também conhecida como síndrome do roubo da artéria subclávia, caracteriza-se pelos achados a seguir, à exceção de um. Assinale-o.
- A)Ocorre quando há inversão do fluxo da artéria vertebral em direção à artéria subclávia.
Correta: a síndrome envolve inversão do fluxo na artéria vertebral em direção à subclávia para suprir o membro superior.
- B)Ocorre na presença de estenose grave ou oclusão da artéria subclávia distalmente à origem da artéria vertebral.
Errada: a obstrução deve ser proximal à origem da artéria vertebral, e não distal, para gerar o fenômeno do furto.
- C)Ao Doppler, pode se observar fluxo na artéria vertebral com inversão sisto/diastólica caracterizando um roubo contínuo.
Correta: o Doppler pode mostrar inversão sisto/diastólica do fluxo vertebral, indicando roubo contínuo ou progressivo.
- D)Diferença de medidas na aferição da pressão arterial nos membros superiores é observada na síndrome.
Correta: é comum haver diferença de pressão arterial entre os membros superiores no lado acometido.
- E)Pode ocorrer relacionada às duas artérias vertebrais.
Correta: pode ocorrer em qualquer lado e envolver a vertebral ipsilateral, inclusive em diferentes padrões anatômicos.
Gabarito: B
A síndrome do furto da artéria subclávia acontece quando existe uma obstrução importante na artéria subclávia, em geral antes da origem da artéria vertebral, fazendo o sangue “dar a volta” e seguir em sentido reverso pela vertebral para irrigar o membro superior. Por isso, o nome furto: a subclávia acaba “roubando” fluxo da circulação vertebrobasilar. O quadro pode dar tontura, síncope, visão turva ou sintomas no braço ao esforço, especialmente quando a demanda aumenta. No exame, um achado clássico é a diferença de pressão arterial entre os membros superiores, porque o lado afetado recebe menos sangue. No Doppler, pode aparecer alteração progressiva do fluxo na vertebral, desde redução até inversão completa, com padrão sisto/diastólico em casos mais avançados. Em outras palavras: o sangue que deveria subir para o cérebro acaba sendo desviado para a subclávia distal. O ponto-chave do enunciado está na anatomia e no sentido do fluxo. A síndrome ocorre por estenose grave ou oclusão da artéria subclávia proximal à origem da vertebral, e não distalmente. Se a obstrução estiver distal à vertebral, a própria lógica do “roubo” não se sustenta do mesmo jeito, porque o desvio do fluxo depende de a vertebral ficar antes da lesão. Então o gabarito é a letra B, porque ela descreve uma localização errada da obstrução. As demais alternativas batem com a fisiopatologia clássica da síndrome e com os achados de Doppler e de exame físico.