O D-dímero é uma importante ferramenta no diagnóstico de tromboembolismo pulmonar (TEP), porque
- A)níveis elevados de D-dímero em pacientes com probabilidade alta de TEP, confirmam o diagnóstico.
Errada, porque D-dímero elevado em paciente com alta probabilidade clínica não confirma TEP, já que o exame tem baixa especificidade.
- B)níveis normais de D-dímero em pacientes com probabilidade alta de TEP, excluem o diagnóstico.
Errada, porque em alta probabilidade clínica um D-dímero normal não é suficiente para excluir TEP com segurança.
- C)níveis elevados de D-dímero em pacientes com probabilidade baixa de TEP, confirmam o diagnóstico.
Errada, porque D-dímero elevado em baixa probabilidade não confirma TEP, apenas aumenta a necessidade de investigação.
- D)níveis normais de D-dímero em pacientes com probabilidade baixa de TEP, excluem o diagnóstico.
Certa, porque em paciente com baixa probabilidade clínica de TEP, um D-dímero normal praticamente exclui o diagnóstico.
- E)níveis normais de D-dímero em pacientes com qualquer probabilidade de TEP, excluem o diagnóstico.
Errada, porque um D-dímero normal não exclui TEP em qualquer probabilidade clínica; isso depende da suspeita pré-teste.
Gabarito: D
O D-dímero é um fragmento de degradação da fibrina, ou seja, ele sobe quando há formação e quebra de trombos no organismo. Por isso, ele é muito sensível para tromboembolismo pulmonar, mas pouco específico: pode aumentar em infecção, câncer, pós-operatório, gravidez, idade avançada e em várias outras situações. Ou seja, D-dímero alto sozinho não fecha diagnóstico, porque ele é do tipo que faz barulho, mas não aponta o culpado com precisão. Na prática, ele serve melhor para ajudar a excluir TEP quando a probabilidade clínica é baixa ou intermediária. Se a suspeita clínica já é alta, um D-dímero normal não dá segurança suficiente para descartar o quadro, e o caminho costuma ser partir para exames de imagem, como angiotomografia de artérias pulmonares, conforme a avaliação clínica. É exatamente por isso que a alternativa D está correta: em paciente com baixa probabilidade de TEP, um D-dímero normal exclui o diagnóstico com boa segurança. Esse é o uso clássico do exame nos algoritmos diagnósticos, alinhado ao raciocínio de probabilidade pré-teste: primeiro você estima o risco, depois escolhe o exame certo para confirmar ou excluir. Resumo de prova: D-dímero normal ajuda a tirar TEP do radar quando a chance clínica é baixa. Se a chance clínica é alta, ele não resolve a novela.