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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Um adolescente de 16 anos, com diagnóstico prévio de diabetes tipo 1, é trazido à emergência com queixa de fraqueza, poliúria, polidipsia e vômitos nas últimas 24 horas. No exame físico, ele está desidratado, taquipneico e com hálito cetônico. Os exames laboratoriais revelam glicemia de 480mg/dL, pH sanguíneo de 7,18 e cetonemia elevada. O próximo passo no manejo desse paciente é

Gabarito: C

O quadro é clássico de cetoacidose diabética (CAD): adolescente com diabetes tipo 1, hiperglicemia importante, acidose metabólica, cetose, desidratação e respiração taquipneica para compensar a acidose. Nessa situação, o paciente está perdendo água e eletrólitos pelo excesso de diurese osmótica e pelos vômitos, então a prioridade inicial é repor volume circulante. Por isso, o primeiro passo no manejo é iniciar fluidos intravenosos com solução salina isotônica. A reposição volêmica melhora a perfusão, ajuda a reduzir a hiperglicemia de forma indireta e prepara o terreno para o uso seguro da insulina. Em termos práticos, primeiro vem o soro, depois você organiza o restante da correção metabólica. A insulina regular intravenosa também faz parte do tratamento, mas não é o primeiro passo isolado quando o paciente está desidratado e em CAD. Se você começar insulina sem reidratar adequadamente, pode piorar a instabilidade hemodinâmica e a queda abrupta da glicemia e do potássio. Em prova, a banca adora essa sequência: hidratar primeiro, insulinizar em seguida. Bicarbonato de sódio não é rotina e só entra em acidemia muito grave, com pH extremamente baixo. Solução glicosada é usada mais tarde, quando a glicemia cai durante o tratamento, para evitar hipoglicemia enquanto a cetose ainda está sendo corrigida. Metformina oral não tem papel nenhum aqui, porque isso não é diabetes tipo 2 nem cenário ambulatorial.

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