A Displasia Broncopulmonar (DBP) continua sendo uma das morbidades crônicas mais significativas a afetar recém-nascidos muito prematuros. Ela é caracterizada por uma dependência prolongada de oxigênio. Em relação à DBP, é correto afirmar que
- A)todo recém-nascido pré-termo que necessita de oxigenioterapia em concentração acima de 21% pode ser considerado broncodisplásico.
Errada, porque usar oxigênio em concentração acima de 21% não define sozinho DBP, já que é preciso considerar idade gestacional, tempo de suporte e critérios de classificação.
- B)os pacientes nascidos com idade gestacional inferior a 32 semanas, considerados com broncodisplasia moderada no momento de alta hospitalar necessitam de fio 2 < 30%.
Certa, porque em prematuros com menos de 32 semanas a DBP moderada corresponde a necessidade de oxigênio com FiO2 menor que 30% no momento da alta.
- C)os pacientes nascidos com idade inferior a 32 semanas, considerados broncodisplásicos moderados, necessitam no momento da alta um fio 2 > 40%.
Errada, porque FiO2 maior que 40% sugere gravidade maior do que a broncodisplasia moderada.
- D)a idade gestacional não interfere no momento adequado para reavaliação da broncodisplasia.
Errada, porque a idade gestacional influencia sim o momento e os critérios de reavaliação da broncodisplasia.
- E)os pacientes que possuem diagnostico de broncodisplasia e que apresentam no momento da alta do uso de ventilação com pressão positiva são classificados como portadores de broncodisplasia moderada.
Errada, porque necessidade de ventilação com pressão positiva na alta indica quadro mais grave, não broncodisplasia moderada.
Gabarito: B
A displasia broncopulmonar (DBP) é uma doença crônica do prematuro, ligada à imaturidade pulmonar e ao uso prolongado de suporte respiratório e oxigênio. Na prática, o diagnóstico e a classificação da gravidade levam em conta a idade gestacional e a necessidade de oxigênio ou ventilação no momento de avaliação, especialmente por volta das 36 semanas de idade pós-menstrual ou na alta, conforme a situação clínica. O ponto-chave aqui é que não basta dizer "usa oxigênio acima de 21%" para chamar de broncodisplásico. O ar ambiente já tem 21% de oxigênio, então a lógica da classificação é olhar se o recém-nascido ainda precisa de suporte suplementar e em que intensidade. Quanto maior a necessidade de oxigênio ou de ventilação, mais grave tende a ser a DBP. Na classificação habitual para prematuros com idade gestacional menor que 32 semanas, a DBP moderada corresponde a necessidade de oxigênio em baixa concentração, geralmente FiO2 menor que 30% no momento da alta ou da avaliação. Por isso, a alternativa B está correta: ela descreve exatamente esse perfil de gravidade. As demais alternativas trocam os pontos de corte, confundem moderada com grave ou ignoram que a idade gestacional interfere no momento de reavaliação. Em prova, a banca gosta de testar esses cortes de FiO2 e a associação entre suporte ventilatório e gravidade, então vale guardar a lógica: menos oxigênio e menos suporte, menor gravidade; mais oxigênio e ventilação positiva, maior gravidade.