Uma paciente com 40 anos, sem queixas ginecológicas, procurou atendimento médico por causa de laudo ultrassonográfico que evidenciou nódulo sólido no miométrio tipo 2-5 pela classificação da FIGO. De acordo com a descrição do exame, a paciente tem
- A)carcinoma de endométrio invadindo a parede miometrial.
Errada, porque carcinoma de endométrio invade o miométrio de forma maligna, mas não é descrito como nódulo sólido miometrial tipo 2-5 pela classificação FIGO.
- B)neoplasia trofoblástica gestacional.
Errada, porque neoplasia trofoblástica gestacional é doença relacionada à gestação e não corresponde a um mioma classificado no miométrio pela FIGO.
- C)mioma com componentes submucoso e subseroso.
Certa, porque o tipo 2-5 na classificação FIGO indica mioma híbrido, com componentes submucoso e subseroso.
- D)endometriose pélvica profunda.
Errada, porque endometriose pélvica profunda é implante ectópico de endométrio fora do útero, e não nódulo miometrial classificado pela FIGO.
- E)adenomiose difusa grave.
Errada, porque adenomiose difusa é infiltração do endométrio no miométrio, mas não se descreve como nódulo sólido tipo 2-5; além disso, o padrão é difuso, não um mioma híbrido.
Gabarito: C
A classificação da FIGO para miomas ajuda a localizar o nódulo pelo quanto ele invade o miométrio e pela relação com o endométrio e a serosa. Isso é importante porque muda sintomas, chance de sangramento e até a melhor via de tratamento. Na prática, não é um nome decorativo: a posição do mioma manda no jogo. Quando o laudo traz tipo 2-5, ele está falando de um mioma híbrido, com componente submucoso e subseroso. Ou seja, a lesão tem parte voltada para a cavidade uterina e parte voltada para a superfície externa do útero, como se o mioma estivesse “ocupando dois andares” ao mesmo tempo. Em laudos, essa combinação é exatamente a pista para a alternativa C. As demais opções descrevem doenças diferentes e não batem com a palavra-chave do exame. Carcinoma de endométrio, neoplasia trofoblástica, endometriose e adenomiose podem até afetar o útero ou a pelve, mas não são classificadas como nódulo sólido miometrial tipo 2-5 pela FIGO. Aqui, o exame está falando de mioma, não de câncer, gestação molar nem de infiltração difusa do músculo uterino. Então, o raciocínio é simples: laudo com classificação FIGO 2-5 = mioma híbrido com componente submucoso e subseroso. Em prova, vale lembrar que a banca costuma cobrar a leitura da classificação como se fosse legenda de mapa: achou o tipo, achou o diagnóstico anatômico.