De acordo com a literatura, as opções a seguir apresentam fatores risco que aumentam a incidência de hipotireoidismo primário, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Tabagismo.
Errada, porque o tabagismo não é fator clássico de aumento da incidência de hipotireoidismo primário.
- B)Sexo feminino.
Certa em termos de risco, pois o sexo feminino está associado a maior frequência de doenças autoimunes da tireoide.
- C)Bócio.
Certa em termos de associação, já que bócio sugere doença tireoidiana e aparece entre os achados ligados ao hipotireoidismo primário.
- D)Síndrome de Down.
Certa, porque a síndrome de Down aumenta a chance de autoimunidade e de disfunção tireoidiana.
- E)Síndrome de Turner.
Certa, pois a síndrome de Turner também se associa a maior risco de doenças autoimunes e hipotireoidismo.
Gabarito: A
O hipotireoidismo primário acontece quando o problema está na própria tireoide, e os fatores de risco mais lembrados são aqueles ligados a autoimunidade e alterações glandulares. Em prova, vale pensar em perfis clássicos: mulher, pessoas com outras síndromes associadas a autoimunidade e quem já tem aumento da tireoide, porque isso costuma andar junto com doença tireoidiana. Sexo feminino é um fator importante, porque várias doenças autoimunes da tireoide são bem mais frequentes em mulheres. Síndrome de Down e síndrome de Turner também aumentam o risco, já que ambas se associam a maior chance de autoimunidade e disfunções endócrinas. Bócio também chama atenção porque pode ser sinal de doença tireoidiana estrutural ou funcional em evolução. O ponto fora da curva é o tabagismo. Em vez de ser um fator clássico de aumento de incidência de hipotireoidismo primário, ele não entra nessa lista típica de risco cobrada em prova. Por isso, a banca usa justamente essa alternativa para testar se você reconhece os fatores realmente associados à doença. Resumo de bolso: mulher, bócio e síndromes genéticas/endócrinas associadas apontam para maior risco de hipotireoidismo primário; tabagismo é o intruso da questão. Em concurso, quando a banca coloca uma alternativa que parece “piorar tudo”, desconfie e revise a associação real com a doença.