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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Paciente de 45 anos, previamente hígida, com 36 semanas de gestação, procura pronto-atendimento com cefaleia que persistiu mesmo após o uso de paracetamol. Ao exame: PA 164 x 110 mmHg, repetida e confirmada. O tratamento por via oral, enquanto não se obtém um acesso IV, deve ser realizado, preferencialmente, com

Gabarito: E

Aqui o quadro é de hipertensão grave na gestação, porque a pressão está em faixa severa e ainda veio com cefaleia persistente, que é sinal de alarme. Em obstetrícia, isso não é hora de "observar com calma"; é hora de reduzir a pressão com cuidado e rapidez para proteger mãe e feto. Quando ainda não há acesso venoso, a opção oral preferida para controle agudo da PA na gestante é a nifedipina de ação imediata. Ela age rápido, é prática e é uma das drogas clássicas para esse cenário, especialmente enquanto a equipe organiza o tratamento definitivo e a monitorização. O ponto importante é que, na gravidez, você deve evitar os anti-hipertensivos que podem prejudicar o feto ou que não são as melhores escolhas para crise hipertensiva aguda. Por isso, entre as alternativas dadas, a nifedipina é a que encaixa no manejo recomendado. Em provas, pense assim: gestante com hipertensão grave e sem IV ainda disponível? Nifedipina por via oral costuma ser a resposta. Isso aparece de forma consistente em diretrizes obstétricas de manejo da hipertensão na gestação, que priorizam nifedipina, hidralazina e labetalol conforme a via e a disponibilidade.

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