Mulher de 45 anos refere perda espontânea de urina, após ter sido submetida à histerectomia abdominal há três meses por adenomiose. Foi realizado exame especular e notada presença de líquido em pequena quantidade no canal vaginal. Realizada prova do azul de metileno e as gazes ficaram molhadas de urina incolor. Nesse caso, a fístula é
- A)vesicovaginal.
Errada: na fístula vesicovaginal, a urina passa da bexiga para a vagina e o teste com azul de metileno costuma corar o vazamento.
- B)ureterovaginal.
Certa: a presença de urina incolor após o azul de metileno sugere fístula ureterovaginal, pois o ureter drena urina não corada diretamente para a vagina.
- C)vesicouterina.
Errada: fístula vesicouterina é comunicação entre bexiga e útero, quadro que não explica esse achado clínico.
- D)uretrovesicovaginal.
Errada: esse termo não corresponde ao padrão clássico das fístulas urinárias pós-histerectomia e não é a melhor interpretação do caso.
- E)uretrovaginal.
Errada: fístula uretrovaginal é incomum e envolveria a uretra, não sendo o padrão esperado após histerectomia abdominal.
Gabarito: B
Após histerectomia, uma queixa clássica de perda urinária espontânea faz você pensar em fístula urinária. O detalhe que muda tudo é o teste com azul de metileno: se as gazes ficam molhadas por urina incolor, isso indica que a urina não veio da bexiga, porque a bexiga teria sido corada pelo azul. Em outras palavras, a urina está chegando ao canal vaginal por outro caminho, geralmente vindo do ureter e não da bexiga.