O diâmetro do tubo traqueal deve ser o maior possível para evitar fluxos turbilhonares nas vias aéreas do paciente, em tubos e traqueias de ventilação. Em fluxos laminares, com a diminuição do raio de um tubo à metade, desejando-se manter o fluxo, a pressão deverá ser aumentada em
- A)2 vezes.
Errada, porque dobrar a pressão não compensa a queda do raio pela metade em fluxo laminar.
- B)4 vezes.
Errada, porque a resistência não sobe só 4 vezes quando o raio cai pela metade; ela aumenta muito mais.
- C)8 vezes.
Errada, porque 8 vezes ainda subestima o efeito da redução do raio no fluxo laminar.
- D)16 vezes.
Certa, pois pela lei de Poiseuille a resistência aumenta 16 vezes quando o raio cai à metade, exigindo 16 vezes mais pressão para manter o fluxo.
- E)32 vezes.
Errada, porque 32 vezes seria excesso para essa relação; o aumento segue a quarta potência do raio, não a quinta.
Gabarito: D
A questão cobra a lei de Poiseuille, muito usada para entender o fluxo laminar em tubos, como um tubo traqueal. Quando o fluxo é laminar, a resistência ao fluxo varia de forma muito sensível com o raio do tubo: ela é inversamente proporcional à quarta potência do raio. Traduzindo para a vida real: um pequeno estreitamento faz a via aérea “ficar muito mais difícil” de ventilar do que parece à primeira vista. Se o raio do tubo cai pela metade, a resistência aumenta 16 vezes, porque (1/0,5)^4 = 16. Para manter o mesmo fluxo, a pressão precisa aumentar na mesma proporção. É por isso que, em anestesiologia, se prefere o maior diâmetro de tubo possível dentro da segurança do paciente: menos resistência, menos trabalho respiratório e ventilação mais eficiente. Então, o gabarito é a letra D. A lógica aqui é matemática e fisiológica ao mesmo tempo: menos raio, muito mais resistência, e muita mais pressão necessária para compensar. Em prova, quando aparecer “fluxo laminar” e mudança de raio, pense logo em quarta potência.