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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Adriana está com 20 semanas de gravidez, muito ansiosa com a chegada de seu bebê e, ao mesmo tempo, preocupada com os seus exames de pré-natal. No que diz respeito ao rastreio de Diabetes Gestacional, assinale a opção que aponta o momento certo de sua realização e o melhor prognóstico para o filho de Adriana.

Gabarito: B

O rastreio de diabetes gestacional costuma ser feito entre 24 e 28 semanas de gestação, porque é nesse período que a resistência insulínica da gravidez costuma aparecer com mais força. Antes disso, a mulher ainda pode ter exames normais e depois acabar “descompensando”, então fazer muito cedo ou muito tarde perde o timing ideal. Na prática, o exame mais usado para confirmar o diagnóstico é o TOTG com 75 g de glicose. Pelos critérios mais cobrados, o TOTG é considerado alterado se qualquer um destes valores vier acima do ponto de corte: jejum igual ou maior que 92 mg/dL, 1 hora igual ou maior que 180 mg/dL, ou 2 horas igual ou maior que 153 mg/dL. Se nenhum deles ultrapassa esses limites, o exame é normal. E é exatamente isso que acontece na alternativa B: jejum 91, 1 hora 150 e 2 horas 130, todos abaixo dos pontos de corte. Por isso, além de indicar o momento certo do rastreio, a letra B mostra o melhor prognóstico para o bebê, porque não há evidência de hiperglicemia materna naquele teste. Em termos práticos: menos risco de macrossomia, hipoglicemia neonatal e outras complicações que fazem o recém-nascido trabalhar mais do que deveria, o que ninguém quer no começo da vida. Se a banca joga com números, vale a regra de ouro: na gestação, o TOTG entre 24 e 28 semanas é o exame campeão, e o diagnóstico vem se qualquer valor bater ou ultrapassar os pontos de corte.

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