Assinale a opção que indica o tratamento cirúrgico recomendado para recém-nascidos com hiperinsulinismo refratário ao tratamento clínico.
- A)Duodenopancreatectomia.
Errada, porque duodenopancreatectomia não é o tratamento cirúrgico padrão do hiperinsulinismo neonatal refratário.
- B)Gastroenteroanastomose em y de Roux.
Errada, pois gastroenteroanastomose em Y de Roux não trata a hipersecreção de insulina no pâncreas.
- C)Pancreatectomia 95%.
Certa, porque o tratamento cirúrgico clássico nas formas refratárias é a pancreatectomia quase total, em torno de 95%.
- D)Pancreatectomia subtotal 65%.
Errada, porque uma pancreatectomia subtotal de 65% costuma ser insuficiente para controlar o hiperinsulinismo grave.
- E)Pancreatectomia corpo caudal.
Errada, porque a ressecção corpo-caudal isolada não é a cirurgia indicada para esse quadro.
Gabarito: C
O hiperinsulinismo neonatal refratário ao tratamento clínico é uma situação de risco importante, porque a criança continua fazendo hipoglicemias mesmo com dieta, glicose e medicações como diazóxido e octreotida. Quando o quadro não responde, a saída pode ser cirúrgica, especialmente nas formas difusas da doença, que costumam exigir ressecção extensa do pâncreas. Nessa hora, a ideia não é fazer uma cirurgia pequena e “testar a sorte”. O tratamento clássico cobrado em prova é a pancreatectomia quase total, em torno de 95%, justamente para reduzir ao máximo a massa de células beta que continua produzindo insulina de forma descontrolada. É uma cirurgia grande, mas é a medida recomendada quando o controle clínico falha e o bebê segue em hipoglicemia recorrente. Por isso, o gabarito é a letra C. As demais alternativas descrevem procedimentos que não tratam hiperinsulinismo neonatal refratário, porque não atacam o problema central, que é a hipersecreção de insulina pancreática. Em provas de pediatria e neonatologia, vale lembrar: quando o enunciado fala em hiperinsulinismo refratário, pense em ressecção pancreática extensa, não em cirurgia digestiva ou ressecções parciais pequenas. Como referência doutrinária, a conduta é a tradicionalmente ensinada nos textos de neonatologia e endocrinologia pediátrica: falha do tratamento clínico nas formas graves, especialmente difusas, leva à pancreatectomia quase total.