A cirurgia de Raikin está indicada para
- A)subluxação dos tendões fibulares do tendão tibial anterior.
Errada: essa associação mistura estruturas diferentes e não corresponde à indicação clássica da cirurgia de Raikin.
- B)subluxação do tendão tibial posterior.
Errada: a subluxação do tendão tibial posterior é outro problema e não é o alvo desse procedimento.
- C)insuficiência e ruptura do tendão extensor longo do hálux.
Errada: insuficiência e ruptura do extensor longo do hálux não se relacionam à cirurgia de Raikin.
- D)insuficiência e luxação do tendão tibial posterior.
Errada: lesão do tibial posterior tem outra abordagem e não define essa técnica.
- E)subluxação do tendão tibial anterior.
Certa: a cirurgia de Raikin é indicada para subluxação do tendão tibial anterior.
Gabarito: E
A cirurgia de Raikin é lembrada nas patologias do tendão tibial anterior, especialmente quando há subluxação anterior desse tendão no tornozelo. Em outras palavras: o tendão que faz a dorsiflexão do pé pode “sair do trilho” e causar dor, estalido e sensação de instabilidade. A proposta cirúrgica é corrigir esse deslizamento e devolver o bom alinhamento do tendão. Na ortopedia, o nome do procedimento costuma ser cobrado de forma bem direta pela banca: ela quer associar o eponímico ao tendão certo, sem inventar moda. Aqui, a chave é lembrar que Raikin se relaciona ao tendão tibial anterior, e não ao tibial posterior, fibulares ou extensores do hálux. Por isso, o gabarito é a alternativa E. Ela corresponde exatamente à subluxação do tendão tibial anterior, que é a indicação clássica atribuída à cirurgia de Raikin. É aquela questão de prova que parece pedir anatomia, mas na verdade quer memória cirúrgica com nome e sobrenome.