Pré-escolar de 4 anos foi levado à sala de emergência após se envolver em um acidente de carro com sua família. Ele está pálido, com pulso rápido e fraco, além de estar agitado e confuso. O médico de plantão suspeita de choque hipovolêmico devido ao trauma. Assinale a opção que representa o reconhecimento adequado e o tratamento inicial do choque hipovolêmico em pré-escolares.
- A)Administrar oxigênio suplementar e iniciar imediatamente uma transfusão de sangue para corrigir a anemia e aumentar o volume sanguíneo.
Errada, porque transfusão de sangue não é a medida inicial de rotina; primeiro se faz reposição com cristalóide isotônico e reavaliação, reservando hemocomponentes para hemorragia importante ou resposta inadequada.
- B)Posicionar o paciente com as pernas elevadas para aumentar o retorno venoso e melhorar o débito cardíaco.
Errada, porque elevar as pernas não corrige a causa do choque hipovolêmico e não substitui reposição volêmica e controle da perda de volume.
- C)Realizar a administração de fluidos intravenosos rapidamente para restaurar o volume circulatório e melhorar a perfusão dos órgãos.
Certa, pois o choque hipovolêmico exige restauração rápida do volume intravascular com fluidos intravenosos e monitorização da resposta clínica.
- D)Prescrever medicamentos vasoconstritores para aumentar a pressão arterial e melhorar a perfusão tecidual.
Errada, porque vasoconstritor não resolve a hipovolemia e pode até piorar a perfusão periférica se usado sem correção do volume circulante.
- E)Realizar punção venosa profunda e iniciar transfusão de plaquetas a fim de conter as possíveis hemorragias.
Errada, porque plaquetas não são o tratamento inicial do choque hipovolêmico traumático; elas são indicadas em distúrbios de plaquetopenia ou coagulopatia, conforme o caso.
Gabarito: C
Por isso a alternativa C está correta: ela descreve a medida inicial clássica do choque hipovolêmico no trauma pediátrico. Na prática, o raciocínio do ATLS e do PALS é simples e útil: oxigênio, acesso vascular, cristaloide rápido e reavaliação frequente. Se a criança continuar em choque, pense em sangramento ativo e necessidade de sangue, não em esperar "melhorar sozinho".