Por meio da concentração expirada de um anestésico inalatório, pode-se refletir a concentração deste anestésico no
- A)músculo brônquico.
Errada: o músculo brônquico não é o principal compartimento refletido pela concentração expirada do anestésico.
- B)ventrículo direito.
Errada: o ventrículo direito não é o alvo clínico nem o compartimento melhor representado pela medida expirada.
- C)átrio direito.
Errada: o átrio direito recebe sangue venoso, mas a concentração expirada não é usada para refletir esse local.
- D)sistema nervoso central.
Certa: a concentração expirada do anestésico inalatório acompanha a concentração alveolar e se correlaciona com a do sistema nervoso central.
- E)no alvéolo do pulmão não dominante.
Errada: a medida expirada não se refere ao alvéolo do pulmão não dominante, e essa formulação foge da fisiologia usada na anestesiologia.
Gabarito: D
Quando você olha a concentração expirada de um anestésico inalatório, na prática está vendo o que saiu do alvéolo no fim da expiração. Como a troca entre o ar alveolar e o sangue acontece de modo contínuo, essa medida acaba servindo como um bom espelho da pressão parcial do anestésico no organismo, especialmente no cérebro, que é o principal local de efeito clínico. A lógica é simples: o anestésico inalatório entra pelo pulmão, passa para o sangue e depois alcança os tecidos. Entre esses tecidos, o sistema nervoso central é o que mais interessa, porque é ali que o fármaco produz anestesia. Por isso, a concentração expirada ao final da expiração é usada como marcador indireto da concentração no SNC, ajudando a ajustar a profundidade anestésica em tempo real. Em linguagem de prova, pense assim: a medida no ar expirado final acompanha a concentração alveolar, e a concentração alveolar, após equilíbrio progressivo, reflete a concentração no cérebro. Não é uma medição do coração, do músculo brônquico nem de um alvéolo isolado, mas um indicador fisiológico da distribuição do anestésico no organismo. Então o gabarito D está correto porque o anestésico inalatório tem sua concentração expirada relacionada ao efeito no sistema nervoso central. Essa é a base doutrinária clássica da anestesiologia: monitorização da concentração expirada para estimar a profundidade anestésica e a concentração cerebral do agente.