As opções a seguir apresentam efeitos adversos dos inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (SGLT2), à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Candidíase vulvovaginal.
Correta como efeito adverso, porque a glicosúria favorece candidíase vulvovaginal e outras infecções fúngicas genitais.
- B)Hipovolemia.
Correta como efeito adverso, pois a diurese osmótica pode levar a perda de volume e hipovolemia.
- C)Cetoacidose normoglicêmica.
Correta como efeito adverso, já que os SGLT2 podem precipitar cetoacidose com glicemia normal ou discretamente elevada.
- D)Infecções do trato urinário
Correta como efeito adverso, porque a presença de glicose na urina aumenta o risco de infecções do trato urinário.
- E)Ganho de peso.
Incorreta, porque ganho de peso não é esperado com os inibidores de SGLT2; em geral, ocorre perda de peso.
Gabarito: E
Os inibidores de SGLT2, como dapagliflozina, empagliflozina e canagliflozina, atuam reduzindo a reabsorção de glicose e sódio no túbulo proximal, fazendo o paciente eliminar glicose pela urina. Parece ótimo para a glicemia, mas essa glicose na urina abre a porta para alguns efeitos adversos bem conhecidos. Os mais cobrados são candidíase genital, infecção urinária, hipovolemia e, em alguns casos, cetoacidose com glicemia normal ou pouco elevada, a chamada cetoacidose normoglicêmica. Em outras palavras: o remédio ajuda o diabetes, mas pode dar trabalho ao trato geniturinário e ao volume circulante. A alternativa correta é a E, porque ganho de peso não é efeito adverso típico dessa classe. Na verdade, o esperado é o contrário: esses fármacos tendem a favorecer perda de peso, já que há perda calórica pela glicosúria. Então, se a questão pede a exceção, você deve desconfiar de tudo o que fale em aumento de peso. Para concursos, vale decorar o pacote clássico dos SGLT2: candidíase vulvovaginal, infecções urinárias, desidratação/hipovolemia e risco de cetoacidose euglicêmica. A lógica é simples e ajuda muito na prova: mais glicose na urina significa mais combustível para fungos, mais diurese osmótica e, em certas situações, menos reserva metabólica para o paciente.