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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Paciente idosa, em uso contínuo de bloqueador de bomba de próton por ulcera péptica duodenal, apresentou quadro de fraqueza muscular. Durante a investigação, identificou-se hipocalemia, de difícil tratamento, apesar da mesma não fazer uso de diuréticos. Para esse caso, assinale a opção que apresenta a conduta terapêutica mais indicada.

Gabarito: B

Quando a hipocalemia não melhora direito, vale pensar no famoso casal que anda junto: potássio e magnésio. Em especial, o uso crônico de inibidor de bomba de prótons pode causar hipomagnesemia, e isso bagunça o controle do potássio, tornando a reposição difícil e a fraqueza muscular mais persistente. O mecanismo é bem prático: sem magnésio suficiente, o rim perde mais potássio na urina. Então, você até repõe potássio, mas ele "vaza" de novo. Por isso, em hipocalemia de difícil correção, principalmente em paciente sem diurético, a primeira suspeita terapêutica é corrigir o magnésio. Na clínica, isso é um clássico de prova: paciente em uso prolongado de omeprazol ou outro IBP, com sintomas neuromusculares e distúrbio hidroeletrolítico. O ponto-chave é que a correção do magnésio costuma ser necessária para que o potássio finalmente suba de forma sustentada. Assim, o gabarito B está correto porque a reposição de magnésio trata a causa da hipocalemia refratária, enquanto insistir apenas em potássio costuma ser insuficiente. Em resumo: sem magnésio, o potássio não para em pé.

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