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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Em uma luta de judô, o atleta sofreu queda com trauma direto sobre o ombro esquerdo. Apresentava dor na articulação acromioclavicular. Clinicamente, a extremidade distal da clavícula se posicionava posteriormente, penetrando no músculo trapézio e o exame radiológico evidenciou um relativo aumento do espaço coracoclavicular. Segundo a classificação de Tossy-Rockwood, trata-se de uma luxação do tipo.

Gabarito: B

A luxação acromioclavicular acontece quando a clavícula perde a sua relação normal com o acrômio, geralmente após queda sobre o ombro. Na classificação de Tossy-Rockwood, o que manda é a direção do desvio, o grau de lesão dos ligamentos e o quanto a clavícula “sai do lugar”. Nos tipos mais leves, o problema fica restrito aos ligamentos acromioclaviculares. Conforme a lesão avança, os ligamentos coracoclaviculares também se rompem, o espaço coracoclavicular aumenta e a clavícula passa a subir. Quando o quadro fica mais grave, a extremidade distal da clavícula pode ir para trás e até se alojar no músculo trapézio. É exatamente o que o enunciado descreve: extremidade distal da clavícula em posição posterior, penetrando no trapézio, com aumento do espaço coracoclavicular. Isso é típico da luxação acromioclavicular tipo IV de Rockwood, que na numeração da questão corresponde à alternativa B. Resumo de prova: tipo I e II são lesões menos graves, tipo III já tem rompimento dos ligamentos coracoclaviculares com elevação da clavícula, tipo IV é o desvio posterior, tipo V é uma forma ainda mais exuberante do desvio superior, e tipo VI é raro, com deslocamento inferior. Aqui, o detalhe-chave foi o desvio posterior, que matou a charada.

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