Paciente jovem, 25 anos, portador de SIDA, é admitido no hospital com febre e infiltrado pulmonar micronodular difuso. Exames laboratoriais evidenciam trombocitopenia de 35.000 plaquetas. Em relação à broncoscopia diagnóstica, a contagem de plaquetas mínima recomendada para realização de lavado broncoalveolar é de
- A)20.000 plaquetas.
Correta, porque o lavado broncoalveolar pode ser realizado com contagem plaquetária mínima de 20.000/mm3 em condições habituais.
- B)50.000 plaquetas.
Errada, porque 50.000/mm3 é um patamar mais conservador, mais associado a procedimentos com maior risco de sangramento.
- C)100.000 plaquetas.
Errada, porque 100.000/mm3 é um valor desnecessariamente alto para LBA isolado.
- D)10.000 plaquetas.
Errada, porque 10.000/mm3 fica abaixo do mínimo usualmente recomendado para o procedimento.
- E)5.000 plaquetas.
Errada, porque 5.000/mm3 é muito baixo e aumenta o risco de sangramento na broncoscopia.
Gabarito: A
A broncoscopia com lavado broncoalveolar (LBA) é um exame útil para investigar infecções e infiltrados difusos, especialmente em pacientes imunossuprimidos, como na SIDA. Só que, antes de entrar com o broncoscópio, o médico precisa checar a hemostasia, porque a mucosa brônquica pode sangrar com facilidade. Em geral, o LBA é considerado seguro com contagem plaquetária mínima de 20.000/mm3, desde que o restante da avaliação clínica não sugira risco hemorrágico importante. Isso acontece porque o LBA é um procedimento diagnóstico relativamente pouco traumático, diferente de biópsias endobrônquicas ou transbrônquicas, que pedem números mais altos de plaquetas. Então, quando o enunciado fala apenas em lavado broncoalveolar, a exigência é menor. A FGV gosta de cobrar exatamente essa diferença: LBA não é biópsia, e a tolerância para plaquetas é bem mais baixa. No caso da questão, o paciente tem 35.000 plaquetas, valor abaixo do normal, mas ainda acima do mínimo aceito para realizar o LBA com segurança habitual. Por isso, a alternativa correta é a que traz 20.000 plaquetas. Se fosse um procedimento mais invasivo, aí a conversa mudaria de tom e o número alvo subiria bastante. Em resumo: para broncoscopia diagnóstica com lavado broncoalveolar, o corte mínimo recomendado é 20.000 plaquetas. Essa é a referência clássica usada em provas e em recomendações de prática clínica, justamente para equilibrar segurança e necessidade diagnóstica.