Assinale a opção que apresenta uma das principais preocupações no manejo da intoxicação por nafazolina em lactentes.
- A)A necessidade de utilizar procinéticos para aumentar a velocidade do esvaziamento gástrico.
Errada, porque procinéticos não são a conduta de rotina na intoxicação por nafazolina e não resolvem o principal risco do quadro.
- B)A necessidade de administrar antídotos específicos para reverter os efeitos da nafazolina no organismo.
Errada, pois não há antídoto específico para nafazolina; o tratamento é de suporte e monitorização.
- C)A realização de lavagem gástrica imediata para remover todo o conteúdo do estômago da criança.
Errada, porque lavagem gástrica imediata não é medida padrão e pode trazer mais risco do que benefício em lactentes.
- D)O risco de complicações cardiovasculares, como hipertensão e arritmias, devido aos efeitos da nafazolina no sistema circulatório.
Certa, pois a nafazolina pode causar efeitos cardiovasculares importantes, como hipertensão e arritmias, exigindo vigilância clínica.
- E)A administração de analgésicos e antipiréticos para controlar os sintomas de agitação e vômitos causados pela intoxicação.
Errada, porque analgésicos e antipiréticos não tratam a intoxicação por nafazolina nem seus efeitos sistêmicos.
Gabarito: D
A intoxicação por nafazolina em lactentes é um tema clássico de pediatria de emergência porque esse fármaco, apesar de parecer “inofensivo” em gotas nasais, pode causar efeitos sistêmicos importantes em crianças pequenas. A nafazolina é um agonista alfa-adrenérgico, e sua absorção pode levar a sinais de depressão do sistema nervoso central, bradicardia, alterações da pressão arterial e instabilidade cardiovascular. Em lactentes, a margem de segurança é pequena, então qualquer exposição merece atenção. Na prática, o manejo é principalmente de suporte e observação clínica, com monitorização de sinais vitais e avaliação de perfusão, consciência e respiração. Não existe antídoto específico para reverter seus efeitos, e medidas agressivas como lavagem gástrica ou “forçar” o esvaziamento do estômago não costumam ser a conduta padrão, especialmente pelo risco e pelo pouco benefício quando o tempo da ingestão já passou. O ponto central da questão é reconhecer que a principal preocupação é cardiovascular. A nafazolina pode provocar hipertensão, taquicardia ou arritmias, além de oscilações hemodinâmicas importantes, justamente por sua ação adrenérgica. Em lactentes, esses efeitos podem evoluir rápido, então o foco deve ser vigilância e suporte, e não soluções heroicas de farmácia de filme antigo. Por isso, o gabarito é a letra D: o risco de complicações cardiovasculares, como hipertensão e arritmias, é uma das principais preocupações no manejo da intoxicação por nafazolina em lactentes. A conduta é clínica, com monitorização e suporte, conforme a abordagem toxicológica pediátrica consagrada.