Em relação à ablação vídeo-assistida do cisto pilonidal (VAAPS), é correto afirmar que
- A)apresenta taxa de sucesso menor que 50% dos casos.
Errada, porque a VAAPS não tem, em regra, taxa de sucesso tão baixa; os resultados publicados mostram desempenho bem melhor do que isso em casos selecionados.
- B)complicam menos no pós-operatório, comparados aos retalhos cutâneos.
Certa, pois a VAAPS é minimamente invasiva e costuma cursar com menos complicações pós-operatórias do que os retalhos cutâneos.
- C)o uso de fenol nos trajetos fistulosos está contraindicado.
Errada, porque o fenol não é universalmente contraindicado nos trajetos fistulosos; a afirmativa é absoluta demais e não corresponde ao uso descrito na prática.
- D)as recorrências são maiores que as cirurgias excisionais tradicionais.
Errada, porque a técnica não se destaca por recorrência maior que as cirurgias excisionais tradicionais de forma generalizada; isso depende da seleção do caso e da execução.
- E)o trajeto principal do cisto é identificado sem a necessidade da visualização dos trajetos secundários.
Errada, porque a abordagem endoscópica valoriza a identificação e o tratamento do trajeto principal e dos secundários, e não apenas do principal sozinho.
Gabarito: B
A ablação vídeo-assistida do cisto pilonidal (VAAPS) é uma técnica minimamente invasiva que entra no trajeto pela visão endoscópica, permitindo limpar a cavidade, tratar os pelos e cauterizar o leito com menos agressão tecidual. A grande sacada é justamente reduzir trauma cirúrgico: menos dor, menos ferida aberta e, em geral, recuperação mais tranquila do que nas técnicas excisionais amplas ou nos retalhos cutâneos mais extensos. Por isso, a prova quer que você saiba o perfil de pós-operatório da VAAPS. Ela costuma complicar menos no período pós-operatório quando comparada aos retalhos cutâneos, que são procedimentos maiores, com maior descolamento e maior chance de desconforto, seroma e outros perrengues da cicatrização. Em linguagem de prova: menos invasiva, menos complicação imediata. Vale lembrar que a VAAPS não é a cirurgia da resposta “radicalzão resolutiva a qualquer custo”. A ideia é preservar tecido saudável e tratar o trajeto com visão direta. Em geral, o método vem ganhando espaço justamente por equilibrar boa recuperação com resultados aceitáveis, embora a seleção do caso e a técnica correta façam muita diferença. Então, o gabarito B está correto porque a VAAPS tende a ter melhor evolução pós-operatória do que os retalhos cutâneos, com menor morbidade. As demais alternativas exageram defeitos, criam contraindicações que não são regra, ou dizem o contrário do que a técnica costuma mostrar.