As opções a seguir apresentam exames complementares na avaliação da baixa estatura, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)IGF1.
Correta como exame útil na investigação do eixo GH/IGF-1, especialmente como triagem indireta de deficiência de hormônio do crescimento.
- B)IGFB-3.
Correta, pois o IGFBP-3 também integra a avaliação laboratorial do eixo GH/IGF e pode complementar o IGF-1.
- C)PCR.
Errada, porque a PCR não é o exame clássico de rotina na avaliação da baixa estatura, embora seja marcador inflamatório.
- D)VHS.
Correta, já que a VHS é usada como triagem de processos inflamatórios ou doença crônica associados à baixa estatura.
- E)EAS de urina.
Correta, porque o EAS ajuda a rastrear doença renal ou perda urinária de proteína, causas possíveis de crescimento inadequado.
Gabarito: C
Na avaliação da baixa estatura, o raciocínio inicial costuma buscar causas endocrinológicas, nutricionais, renais e inflamatórias. Por isso, é comum pedir exames como IGF-1 e IGFBP-3, que ajudam a avaliar o eixo do hormônio do crescimento, além de triagem para doença sistêmica com VHS e urina tipo 1 (EAS), que podem apontar infecção urinária, doença renal ou inflamação crônica. O IGF-1 e o IGFBP-3 são marcadores indiretos da secreção de GH e aparecem com frequência na investigação quando há suspeita de deficiência do eixo GH/IGF. Já o EAS e a VHS entram como exames amplos de triagem, porque baixa estatura nem sempre é só endocrinologia - às vezes o problema está em doença crônica, renal ou inflamatória. A pegadinha da questão está na PCR. Embora a proteína C reativa também seja um marcador inflamatório, ela não é um exame complementar clássico da avaliação de rotina da baixa estatura, ao contrário da VHS, que é mais tradicionalmente citada nesse contexto. Então o item fora da lista é o que traz PCR. Em resumo: na baixa estatura, pense em crescimento, eixo hormonal e busca de doença sistêmica. O exame que destoa aqui é o que não faz parte desse pacote básico de investigação.