Homem de 30 anos de idade faz tomografia computadorizada para avaliação de cálculo renal e é encontrada tumoração de adrenal direita, de 5cm de diâmetro, com baixa concentração de lipídeos. Nesse caso, a conduta mais recomendada é:
- A)retirada cirúrgica da massa.
Certa, porque massa adrenal maior que 4 cm e com baixa densidade lipídica sugere lesão suspeita e costuma indicar ressecção cirúrgica.
- B)reavaliação por imagem dentro de um ano.
Errada, porque reavaliar em 1 ano é conduta para lesões pequenas e com aspecto benigno, não para massa de 5 cm suspeita.
- C)tratamento medicamentoso.
Errada, porque tratamento medicamentoso não resolve a suspeita de neoplasia adrenal não funcionante e não substitui a ressecção quando indicada.
- D)não necessita de tratamento ou acompanhamento.
Errada, porque uma massa adrenal de 5 cm com baixa concentração de lipídeos exige avaliação e, em geral, tratamento cirúrgico.
- E)reavaliação por imagem a cada 2 anos.
Errada, porque intervalo de 2 anos é longo demais para uma lesão com tamanho e imagem que levantam suspeita de malignidade.
Gabarito: A
Massa adrenal descoberta por acaso em exame de imagem chama atenção para o chamado incidentaloma adrenal. O primeiro passo é avaliar se a lesão parece benigna ou se tem cara de tumor com risco de malignidade, levando em conta tamanho, densidade e aspecto na tomografia. Quando a massa é maior, como neste caso, e ainda tem baixa concentração de lipídeos, ela foge do padrão clássico de adenoma benigno rico em gordura. Na prática, lesões adrenais com mais de 4 cm e características suspeitas na imagem costumam ser indicadas para ressecção cirúrgica, porque aumentam a chance de carcinoma adrenocortical ou outra neoplasia relevante. Aqui, além do tamanho de 5 cm, a baixa concentração de lipídeos é um sinal de alerta. Então não basta vigiar de longe nem repetir exame com calma de turista: a conduta mais recomendada é retirar a massa. Isso está em linha com a abordagem consagrada dos incidentalomas adrenais em endocrinologia e cirurgia: observar é opção para lesões pequenas, estáveis e com imagem típica de benignidade. Já massa grande e suspeita muda o jogo. Antes da cirurgia, também se faz investigação hormonal para excluir secreção de cortisol, catecolaminas e aldosterona quando indicado, porque adrenal adora aprontar em silêncio. Portanto, o gabarito A está correto porque a lesão tem 5 cm e aspecto radiológico suspeito, o que favorece tratamento cirúrgico em vez de seguimento periódico.