A doença de Segawa manifesta-se com distonia que, caracteristicamente, apresenta melhora com o uso de
- A)atenolol.
Errada, pois atenolol é betabloqueador e não trata a distonia da doença de Segawa.
- B)primidona.
Errada, porque primidona é usada principalmente em tremor essencial, não em distonia responsiva à dopamina.
- C)levodopa.
Certa, pois a doença de Segawa é a distonia responsiva à dopa e melhora tipicamente com levodopa.
- D)fenobarbital.
Errada, já que fenobarbital é anticonvulsivante e não corrige o defeito dopaminérgico do quadro.
- E)levetiracetam.
Errada, porque levetiracetam é anticonvulsivante e não é o tratamento característico dessa distonia.
Gabarito: C
A doença de Segawa, ou distonia responsiva à dopa, é um clássico da neurologia: a pessoa pode ter distonia desde a infância, muitas vezes com piora ao longo do dia, mas com uma resposta bem característica ao uso de dopaminérgicos. O nome bonito assusta, mas a ideia central é simples: falta dopamina por um defeito na via de síntese, e o cérebro “acorda” quando recebe o substrato certo. Por isso, o tratamento que melhora de forma marcante é a levodopa. Ela funciona porque é precursora da dopamina e contorna o problema metabólico, levando a uma melhora clínica muito expressiva, às vezes quase dramática. Em prova, quando aparece distonia com boa resposta a levodopa, pense imediatamente em distonia responsiva à dopa, que é o quadro típico da doença de Segawa. Os outros fármacos da lista são usados em situações diferentes: betabloqueador para tremor, anticonvulsivantes para epilepsia, nada disso resolve o defeito dopaminérgico dessa doença. Então, se a questão fala em distonia que melhora com medicação específica, a pista mais forte é dopamina na veia da raciocínio, quer dizer, levodopa no tratamento. Resumo de concurso: distonia de início precoce + piora ao longo do dia + melhora com levodopa = doença de Segawa. É uma associação clássica e muito cobrada em neurologia.