Frente a um quadro de hipoglicemia neonatal, assinale o exame a seguir que não necessita ser coletado.
- A)Peptideo-C.
Correta como exame da amostra crítica, pois o peptídeo-C ajuda a avaliar produção endógena de insulina.
- B)GH.
Correta, já que o GH deve ser dosado para investigar deficiência de hormônio contrarregulador.
- C)Cortisol.
Correta, porque o cortisol também faz parte da investigação hormonal da hipoglicemia neonatal.
- D)Amônia.
Correta, pois a amônia pode ser útil na suspeita de erros inatos do metabolismo.
- E)Ureia.
Errada, porque a ureia não é exame necessário na coleta padrão da hipoglicemia neonatal.
Gabarito: E
Na hipoglicemia neonatal, a ideia é aproveitar a crise para colher a chamada "amostra crítica". Isso ajuda a descobrir se o bebê está produzindo insulina demais, se há deficiência de hormônios contrarreguladores ou se existe algum erro inato do metabolismo. O momento certo é durante a hipoglicemia, antes de corrigir, porque depois o exame perde a graça diagnóstica. Entre os exames úteis nessa investigação estão peptídeo-C, GH, cortisol e amônia, além de outros conforme a suspeita clínica. O peptídeo-C ajuda a diferenciar produção endógena de insulina, o GH e o cortisol avaliam resposta hormonal ao estresse metabólico, e a amônia pode apontar erros metabólicos específicos. Já a ureia não faz parte da coleta habitual nessa abordagem. Ela não é um exame padrão da amostra crítica para hipoglicemia neonatal, então, em prova, costuma aparecer como a opção "sobrando" na lista. É aquela alternativa que parece plausível, mas não entra no pacote clássico da investigação. Portanto, o gabarito é a letra E, porque ureia não necessita ser coletada na avaliação laboratorial imediata da hipoglicemia neonatal.